O novo espaço, apto a ser utilizado, foi entregue à comunidade, nesta terça-feira, 24 (Fotos: Ascom/Abapa)
O novo espaço, apto a ser utilizado, foi entregue à comunidade, nesta terça-feira, 24 (Fotos: Ascom/Abapa)

Da Redação*

Os agricultores do oeste baiano não só revolucionaram os cerrados do Nordeste do Brasil, tornando-os numa das fronteiras agrícolas mais produtivas do Brasil, graças aos investimentos em pesquisas e na união da classe em torna da causa da produção rural. Ele têm dado, também, a sua contribuição para garantir que mais pessoas tenham acesso a um ensino de qualidade, em ambiente humanizado. A categoria, por meio de doações ao Fundo para o Desenvolvimento Sustentável e Integrado da Bahia (Fundesis), proporcionou a ampliação da Escola Família Agrícola de Santana (EFA), a fim de garantir o desenvolvimento da comunidade.

Graças à contribuição voluntária dos produtores rurais da região, a unidade teve a cozinha e refeitório reformados e ganhou um almoxarifado e um viveiro de plantas que abrigará as espécies cultivadas no local e ajudará nas aulas práticas. O novo espaço, apto a ser utilizado, foi entregue à comunidade, nesta terça-feira, 24, pelo superintendente do Instituto Aiba, Helmuth Kieckhöfer; pela coordenadora do Fundesis, Makena Thomé; e pelo representante do Banco do Nordeste, Leandro Vasconcelos.

– Temos um respeito e uma gratidão sem fim pelos agricultores e pelo BNB, que juntos formam o Fundesis, esse Fundo transformador. Não entendemos essa ajuda como uma caridade e sim como um investimento na educação e na região –  conta a diretora da EFA, Maria Arlete Carvalho.

Há 26 anos a Escola Família Agrícola de Santana atua proporcionando educação de qualidade e transformação social. A aluna Eduarda Teles falou da importância da instituição para a comunidade local e para o crescimento técnico-profissional dos estudantes.

– Sou filha de agricultores e tudo que aprendo na EFA levo para casa, levo para os vizinhos, porque o conhecimento deve ser sempre compartilhado. Aqui eu me preparo para o mercado de trabalho e para a vida – ressalta.

Cleberson Jesus Ramos, que também estuda na unidade, faz a mesma leitura:

– A Escola nos incentiva não só em um agora, mas já pensamos no futuro. Pensamos em uma faculdade, ampliar nossos conhecimentos, assim vamos conseguir não só ajudar a nossa família, mas toda a comunidade. E ter uma estrutura digna que nos proporciona esse aprendizado é muito mais incentivador. Essa foi a grande contribuição do Fundesis – afirma.

Há 26 anos a Escola Família Agrícola de Santana atua proporcionando educação de qualidade e transformação social
Há 26 anos a Escola Família Agrícola de Santana atua proporcionando educação de qualidade e transformação social

Representando a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), o superintendente do Instituto Aiba, Helmuth Kieckhöfer, conta como a educação pode ser transformadora.

– Eu também estudei em Escola Agrícola, fiz faculdade pública e com muito esforço ganhei uma bolsa de estudo e passei quatro anos estudando na Alemanha. Vocês devem entender que a educação não tem fronteiras, se vocês quiserem ninguém irá segurá-los.

Parceiro do Fundesis, o Banco do Nordeste atua como agente catalisador dos recursos. Cada vez que o produtor rural contrata um crédito para custear a safra, parte do valor é destinada ao Fundo e depois investida em projetos sociais na região oeste da Bahia.

– O nosso pagamento é participar desses momentos, mostrar que a parceria dos agricultores com o BNB não é esmola, e sim incentivo para uma qualidade de vida melhor – declarou Leandro Vasconcelos, gerente do BNB de Santa Maria da Vitória.

*Com informações da Ascom/ABPA, com edição de Cerrado Rural Agronegócios