Apaixonado pelo agronegócio, desde às atividades porteira a dentro, até porteira a fora, quando vêm os negócios em centenas de divisões, eu observo, em campo, não só a questão da produção, produtividade, sanidade e qualidade dos produtos vegetais e animais. Além disto, observo o tratamento que os empresários e empresas rurais dão ao meio ambiente, aos seus colaboradores e à sociedade da cidade, ou região, nos quais estão inseridos. E, ainda: a questão da sucessão familiar. Tenho muito exemplos de sustentabilidade social e ambiental.

Dois exemplos, entre tantos:

No oeste da Bahia, os agricultores construíram e doaram para o Estado uma base para a Polícia Aérea (foto: Antônio Oliveira)
No oeste da Bahia, os agricultores construíram e doaram para o Estado uma base para a Polícia Aérea (foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)

No oeste da Bahia, duas grandes corporações do agronegócio – a Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), e a Associação Baiana dos Produtores do Algodão (Abapa), que dividem um mesmo prédio e os mesmos ideais -, fazem um excelente trabalho de sustentabilidade ambiental e social. Neste,  apoiando com recursos financeiros de um fundo, instituições filantrópicas voltadas para a assistência social, educacional e cultural; investem na capacitação profissional de seus colaboradores e de jovens e adolescentes. E mais: na infraestrutura de logística e segurança pública. A abapa tem seu próprio maquinário pesado para engenharia de estradas.

No sul do Maranhão, conheço uma fazenda de 50 mil hectares, divididos em áreas de preservação ambiental, campos de produção e aviação, parque agroindustrial, dois conjuntos habitacionais, centro de convenções, cultura, lazer e saúde para seus colaboradores (clic aqui para ver vídeo sobre esta fazenda ), além de investimentos na educação e serviços públicos na cidade-sede do município onde está inserida. A fazenda gera sua propria demanda por energia elétrica, aproveitando os raios do sol.

Estou voltando de uma turnê por grandes empresas e instituições do agronegócio na Grande São Paulo, interior de Minas Gerais e de Mato Grosso do Sul. Atendendo a mais um convite da empresa de assessoria de imprensa e relações públicas, Texto Comunicação Corporativa, que assessora empresas e corporações do agronegócio, visitei, juntamente com outros colegas do agro de dez estados brasileiros a Casa Branca Agro-Pastoril (melhoramento genético das raças simental, angus e brahman), no interior de Minas Gerais; uma das plantas do Minerva Foods, em Barretos (SP); projeto de confinamento e indústria de fertilizantes e nutrição animal, Campanelli, em Altair (SP); no Mato Grosso do Sul, uma das unidades da Aquabel (genética e produção de alevinos de tilápia), e a Tilabrás, que cria e engorda esta espécie de peixe; A Agro-Pecuária CFM, em Magda (SP); a unidade industrial da Trouw Nutrition, empresa de nutrição animal do grupo Nutreco, em Mirassol (SP), e a Central de Selagem de Vacinas Contra a Aftosa, do Sindicato Nacional das Indústrias de Medicamentos Veterinários (Sindan), em Vinhedo (SP). (Reportagens completas, a partir deste domingo neste site).

Em mais esta oportunidade ouvi explanações sobre estas empresas e suas nuances de mercado. Mas observei, também, como de praxe, as questões humanas e ambientais delas: há uma evidente preocupação e investimentos no bem estar, segurança e realização profissional de seus colaboradores, inclusive abrindo caminhos para uma brilhante carreira profissional e na sustentabilidade ambiental.

Numa dessas empresas, no quesito sustentabilidade social, ouvi, de um executivo dela, sobre um projeto que vão executar na área social: investimentos na mulher vítima de violência doméstica. Olha que preocupação mais oportuna.

Porteira ou portões de de fazendas e agroindústrias a fora, a falta de conhecimento e, muitas vezes, viés político, são enormes em relação ao agronegócio – para muitos nas cidades, é o diabo consumindo o meio ambiente e o ser humano. Grande equívoco que contamina novas gerações.

Numa das instituições visitadas pelo Road Show, num espelho está refletido uma filosofia social dela: "Aqui está a pessoa mais importante da AG (empresa de logística de medicamentos veterinários) (Foto: Antônio Oliveira)
Numa das instituições visitadas pelo Road Show, num espelho está refletido uma filosofia social dela: “Aqui está a pessoa mais importante da AG (empresa de logística de medicamentos veterinários) (Foto: Antônio Oliveira)

Na verdade, passamos pela revolução verde, que tornou o Brasil numa das superpotências mundiais na produção de alimentos, fibras e biomassa; e estamos passando por mais duas revoluções: a Azul, pela piscicultura, e a socioambiental promovida pela agropecuária e pelo agronegócio. O Agro está muito mais preocupado com o Planeta que muitas lideranças urbanas. Ele não jogo lixo e/ou esgoto nos rios; não mantém resíduos em chamados lixões das prefeituras.

Só não vê quem prefere ficar na ignorância, ou na poesia político-esquerdista radical, que bate no agronegócio, mas não dispensa uma mesa farta de alimentos; não cultiva uma flor ou um pé de alface.

Antônio Oliveira