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(Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)
(Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)

Após mais de dois anos de lutas, de idas e vindas, de prós e contras, a tilapicultura está livre para ser praticada no Tocantins desde o final do ano passado, quando o governador Mauro Carlesse, baseado em pareceres dos órgãos ambientais federal e estadual e dando continuidade a um processo que vinha desde seu antecessor, ex-governador Marcelo Miranda, editou e publicou lei com este objetivo. Chutou no gol a bola que seu antecessor jogava em campo, sem mirar a entre travas. Mas deu seu contribuição.

Da minha parte, como jornalista editor de veículos de comunicação voltados para os agronegócios – sites e impresso -, e fomentador do desenvolvimento econômico como meio de promoção social, fui conhecer a realidade científica e de mercado desta cultura e, me esclarecendo, de sua importância como forte fonte de geração de empregos e rendas me coloquei como soldado nesta batalha junto com membros do governo passado – governador, o então secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciências e Tecnologias, Alexandre de Castro; do então secretário de Agricultura, Clemente Barros; dos presidentes e extensionistas na área do peixe do Ruraltins; do então chefe-geral da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno e seu então assessor e hoje na sua cadeira de chefe, Alexandre Freitas, demais empresários e pesquisadores da área, daqui e de alhures. Saí do meu habitat e fui conhecer esta realidade em outros estados, li, pesquisei, ouvi cientistas e empresários do ramo. Levei secretários de estados, técnicos empresários para conhecer a cadeia verticalizada desta espécie em outro estado.

Saímos vitoriosos e acredito que, ao menos eu sem interesses pessoais, mas no todo da sociedade, da economia do meu estado, da minha região.

Nunca imaginei que seria tão atacado como fui e ainda estou sendo e que perderia velhos e bons amigos da ala dos radicalmente contra sem mostrar sequer uma folha de ciência explicando os porquês de seus antagonismos. Alguns (ou algum) destes me acusam de “trairagem”, por não seguir o pensamento deles, ou dele. Desejam ou deseja que meus parceiros, principalmente o governo do Tocantins, “me dessem um pé na bunda” –  para o desespero desses, essa, assim como a gestão anterior, está empenhada em viabilizar o Tocantins como um dos maiores polos de tilapicultura do Brasil;  e que um  dia eu iria precisar de ‘tilapeiros” e receberia outro pé no traseiro, como seu estivesse em defesa de interesses pessoais. “Trairagem” se os enganasse dizendo uma coisa no tête-à-tête e fazendo outra pelas costas. Não, sempre fui sincero e fiel aos meus princípios, e não misturo meus ideais com amizade. Cada um tem o direito de pensar e praticar o que bem entende, sem que isto signifique traição a um amigo que pensa e age diferente. Amigos eu perdi, amigo que sempre me foi caro, que sempre defendi e comprei briga por eles, inclusive brigas no campo da política, sem ser eu partidário.

“Lamentável que o cérebro central – Paço – de um município com o potencial que tem para a piscicultura esteja jogando desta forma, subestimando parceiros”

Pois bem, nesta semana levei outro choque emocional, me aborreci e me admirei, sem entender, porque tamanha oposição e ódio (e mágoa de minha pessoa) a uma cultura de produção de alimentos que se expande pelo mundo todo como uma das grandes promessas de contribuir com a segurança alimentar no mundo nos próximos 30 anos. Descobri que esses boicotes à minha pessoa, por conta da minha defesa da tilápia, chegaram ao Paço Municipal de Palmas – não no seu todo.

Não acredito que a prefeita Cinthia Ribeiro – a quem sempre tributei meu carinho, consideração e confiança -, com seu bom senso e a vontade de acertar, e até mesmo por ser viúva de um homem que tinha ampla visão, o saudoso Senador João Ribeiro, compartilhe com esta ação rasteira e retrograda esteja sabendo disto. Mas é que, após analisar as entrelinhas da história nestes últimos dias constatei isto.

Lamentável que o cérebro central – Paço – de um município com o potencial que tem para a piscicultura esteja jogando desta forma, subestimando parceiros.

Isto me aborreceu, me decepcionou. Porém, não me tira dos caminhos que devo caminhar junto com todos os outros parceiros supracitados e tantos que vierem a somar a este batalhão de desenvolvimentistas.

Sigo em frente com meu barquinho cheio de coragem e determinação, lutado por esta causa, com os parceiros supracitados, como eu lutei em outras coisas com os quais hoje, pela mágoa e pelo ódio, tentam me derrubar. E visão de futuro, certeza que o pouco que faço, com minha humildade confundida por bobo, mesmo que os daqui e de alhures não conheçam ou fingem não conhecer minha história no Tocantins e no MATOPIBA.

Antônio Oliveira

1 COMMENT

  1. Parabéns Antônio pela sua luta e pela sua coragem de expor sua opinião e defender suas convicções obtidas após estudar e conhecer fundamentos científicos sólidos, deixando de lado paixões e interesses Ecoxiitas que se deixam subordinar para qualquer interesse imperial que não tem interesse em deixar que nosso país se desenvolva e se torne um grande produtor e competidor internacional.
    Você tem grande valor continue nesta luta e não se intimide.

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