Por Williany Fernanda Amância de Moraes, Magna dos Santois silva, Maria Aparecida Alves Gaia, Itanael Sousa da Silva, José Antônio Carvalho Teixeira e Ugo Lima Silva*

Imagem ilustrativa: Da WEB)

O Brasil é o 4º maior produtor de tilápia do mundio e, adequar melhorias de cultivo de espécies de valor econômico em regiões onde há escassez de água vem sendo o ponto chave para desenvolver ainda mais a piscicultura no país. O sistema de biofloco tem como um de seus objetivos diminuir significativamente a quantidade de água necessária para a produção do pescado. Dessa forma, o estudo tem como objetivo caracterizar as variáveis físicas e químicas de qualidade da água na larvicultura de Tilápia do Nilo, Oreochromis niloticus, cultivadas com tecnologia de biofloco, utilizando rações com diferentes níveis de proteína.

Foi adotado um delineamento experimental com cinco níveis de proteína digestível na dieta (30, 34, 38, 42, e 46 de PD), com quatro repetições. O melaço foi ofertado diariamente na relação (C:N) 15:1 para indução do meio heterotrófico. Foram, utilizados tanques circulares de vidro com capacidade 1000L e volume útil de 200 L, localizadas numa área externa com iluminação natural e recobertos com telas. Os tanques foram povoados com larvas (1,0 mg) numa densidade de 15 larvas/L, abastecidos com água filtrada em 200 um e aerados individualmente através de sistemas de aeração. O monitoramento da qualidade da água foi realizado durante 28 dias de cultivo com base nas variáveis físico-químicas da água, através de uma sonda multiparamêtro. As variáveis físico químicas da água não apresentaram diferenças  significativas entre os tratamentos (P>0,05), mas sempre com valores médios aceitáveis para a espécie (Tabela 1)

A final do cultivo, os peixes os peixes atingiram peso médio de 100,0 mg. Os níveis protéicos nas dietas experimentais não influenciam as variáveis físico-químicos de qualidade da água. Por fim, é de fundamental importância continuar com os estudos sobre tilápia em sistema com mínimo uso de água, buscando alternativas para aperfeiçoar o cultivo dessa espécie, facilitando a vida do produtor.

*Ambos acadêmicos da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Unidade
Acadêmica de Serra Talhada (UAST)

Artigo apresentado na sessões técnicas orais e posters da XVI FERNACAM (Natal –RN, 12 a 15 de novembro/2019

Pesquisa feita com o apoio da PRPPG/UFRP; ATT international e DSN Produtos Nutricionais Brasil.