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Há três anos, o produtor Leonardo Sousa cultiva a variedade da manga Palmer, em uma área de seis hectares (Foto: Ascom/Ruraltins)
Há três anos, o produtor Leonardo Sousa cultiva a variedade da manga Palmer, em uma área de seis hectares (Foto: Ascom/Ruraltins)

Da Redação*

No Tocantins, a produção de mangas de mesa, produzidas nos seus projetos de irrigação, cada vez mais  conquista o mercado nacional e gera novas oportunidades para agricultores da região sudeste do Estado, contemplados com lotes no projeto Manoel Alves, localizado no município de Dianópolis.

Há três anos, o produtor Leonardo Sousa cultiva a variedade da manga Palmer, em uma área de seis hectares. Ele conta que, a partir das orientações técnicas necessárias do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins), aliadas às tecnologias de produção, viu seu negócio deslanchar. De 48 toneladas, no primeiro ano, saltou para mais de 100 toneladas da fruta, em 2018, conquistando novos mercados e melhorando a renda.

– A minha produção dobrou. Tenho uma área de seis hectares, que, nesta safra, produziu nove caminhões da fruta, comercializada para São Paulo. Com o acompanhamento do Ruraltins, em todas as fases da produção, foi possível alcançar esses resultados expressivos na minha propriedade. Estou muito satisfeito e pretendo investir cada vez mais, pois sei que vou ter retorno – comemora o agricultor.

De acordo com Valdinei Silva Souza, extensionista rural, no projeto Manoel Alves, existem 10 produtores de manga e todos são assistidos pelo Ruraltins, em parceria com a coordenação do Distrito Industrial Manoel Alves (Dima) e empresas que apresentam novas tecnologias.

– O apoio técnico do Governo do Estado aos agricultores do projeto Manoel Alves, é de suma importância para o desenvolvimento da produção no perímetro irrigado. Nessa missão, ajudamos os agricultores a elaborarem planos de vendas, a conquistar novos mercados, com assistência técnica mais presente – explicou o extensionista.

Só na propriedade do agricultor Leonardo de Sousa, por exemplo, foram realizadas mais de 40 visitas técnicas, todas com orientações específicas para a produção da manga, utilizando o sistema irrigado por microaspersão.

– Também é feito um trabalho visando janelas de mercados, período em que o agricultor vai poder comercializar o fruto, assim inicia o plantio, sendo possível produção com garantia de mercado – disse Valdinei Silva.

Em todo o processo, o Ruraltins conta também com parcerias de outros órgãos como a Secretaria de Estado do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), a Secretaria de Estado da Fazenda e do Planejamento (Seplan) e a própria coordenação do projeto, além de pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e instituições internacionais.

– Atualmente, a produção de manga do projeto Manoel Alves está sendo escoada para os estados de São Paulo, Pernambuco, Bahia, e também para o Tocantins, especialmente para a capital Palmas, sendo que 90% da produção vai para São Paulo –  finalizou Valdinei Silva Souza.

O Manuel  Alves é um dos maiores projetos de irrigação do Brasil (Foto: Secom/TO)
O Manuel
Alves é um dos maiores projetos de irrigação do Brasil (Foto: Secom/TO)

Produção

O cultivo de frutas no projeto Manoel Alves está distribuído em 120 unidades de produção com uma área plantada de 2.077 hectares. A produção de frutas chega a mais de 1.000 toneladas por ano, sendo estimada, para 2018, uma movimentação de R$ 17 milhões. O carro-chefe da produção no projeto é a banana com 404 hectares plantados, das variedades nanicas, prata e maçã, seguida da manga, abacaxi, coco, maracujá, dentre outras variedades de frutas como a pinha, melancia e goiaba, além da olericultura, com destaque para a abóbora.

*Fonte: Ascom/Ruraltins, com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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