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Da Redação*

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta segunda-feira, 29, o cronograma de expansão da mistura do biodiesel ao diesel no Brasil. O mercado do biocombustível, segundo a Associação Brasileira de Óleos Vegetais (ABIOVE) comemorou este novo marca para o desenvolvimento do biodiesel no Brasil.

A previsão é que a produção de biodiesel feche 2018 em 5,4 milhões de metros cúbicos (Foto: Disp. do Google)
A previsão é que a produção de biodiesel feche 2018 em 5,4 milhões de metros cúbicos (Foto: Disp. do Google)

Conforme a Associação, pela primeira vez, a mistura terá um cronograma previsível por vários anos, resultado da evolução constante que só foi possível com a realização frequente de leilões. A proposta do CNPE estabelece que a adição de biodiesel cresça um ponto percentual ao ano, passando do atual patamar de 10% (mistura B10) para 11% (mistura B11) em junho de 2019. Sucessivamente, a ampliação será feita até março de 2023, quando todo o diesel comercializado ao consumidor final conterá 15% de biodiesel.

– O setor se preparou com o maior programa de testes em motores do mundo, totalizando 1 milhão de litros de biocombustíveis testados – diz Daniel Furlan Amaral, gerente de economia da ABIOVE.

A estimativa é que a produção do biodiesel brasileira passe de 5,4 para mais de 10 bilhões de litros anuais, entre 2018 e 2023. Esse crescimento representa aumento de 85% da demanda doméstica, o que deve consolidar o país como um dos maiores produtores de biodiesel no mundo.

– Tivemos um significativo salto nos resultados desde a mistura obrigatória no combustível, há 10 anos. O sucesso no aumento da proporção de 8% para 10% em 2018 mostra que o setor só tem a ganhar com o uso de biodiesel, e a cadeia produtiva acompanhará esse crescimento – afirma.

A previsão é que a produção de biodiesel feche 2018 em 5,4 milhões de metros cúbicos, mais de quatro vezes o volume produzido em 2008 (1,2 milhão de metros cúbicos), primeiro ano da mistura.

– A crescente produção e aumento da oferta doméstica do diesel B (diesel mineral com adição de biodiesel), em contraponto à importação de combustível no Brasil (que hoje é superior a cerca de 20% do consumo), deve gerar uma economia de mais de US$ 6,4 bilhões em divisas para o país neste ano, permitindo o uso desses recursos para outras finalidades – afirma Amaral.

*Fonte: Ascom/ABIOVE, com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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