SHARE
Um dos maiores eventos do mundo do setor, durante a Biofah são apresentados os resultados de manuseio com produtos orgânicos, além de setor específico de biocosméticos (Fotos: Ascom/Seagro)
Um dos maiores eventos do mundo do setor, durante a Biofah são apresentados os resultados de manuseio com produtos orgânicos, além de setor específico de biocosméticos (Fotos: Ascom/Seagro)

*Da Ascom/Seagro

A Secretaria da Agricultura do Desenvolvimento da Agricultura e Pecuária (Seagro), por meio da diretoria de Tecnologias Sociais e Sociobiodiversidade, participa, entre os dias 11 e  17, da Feira Biofah, em Nuremberg, na Alemanha. Um dos maiores eventos do mundo do setor.

Durante a feira são apresentados os resultados de manuseio com produtos orgânicos, além de setor específico de biocosméticos (Vivaness). A Seagro irá representar a região Norte do País no evento.

De acordo com a diretora de Tecnologias Sociais e Sociobiodiversidade, Martha Barbosa, o principal objetivo é a construção de cadeias de valor.

– Tendo a saúde como promotora de desenvolvimento local, a feira promove a inclusão dos povos e comunidades tradicionais, tais como: indígenas, assentados da reforma agrária, agricultores familiares, e pessoas que lidam com plantas medicinais.

Na programação, palestra, oficinas, visitas técnicas e o seminário “Green Latin América” (Verde da América Latina). O primeiro contato será com a reunião preparatória formada por todas as comitivas, com o propósito de aproximar os parceiros alemães das ações brasileiras, dentro do tema bioeconomia.

– Uma inovação sobre o uso sustentável de recursos renováveis para oferecer alimentos e produtos industriais com propriedades aprimoradas. Os produtos orgânicos fazem parte do setor primário que vem apresentando crescimento econômico nos últimos anos, além de promover a segurança alimentar, proteção climática e conservação de recursos naturais escassos – argumenta.

Marta Barbosa diz que a participação na feira abre novos caminhos para o que já vem sendo construído aqui no Tocantins junto às comunidades de famílias extrativistas.

– O trabalho teve início em 2016 juntamente com a Fiocruz e a Secretaria Especial da Agricultura Familiar (Sead), com a realização do Seminário Regional Norte aqui em Palmas, quando foram discutidas as cadeias produtivas das plantas medicinais, com a participação das mulheres agroextrativistas e universidades e, juntos, construíram as cadeias de valores.

Entre as cadeias aprovadas para estudos estão plantas como: a babosa, sucupira, hortelã e o óleo da palmeira de macaúba, entre outras espécies medicinais do bioma cerrado.

– E estas ações foram apresentadas durante a oficina nacional, tendo o grupo do Tocantins obtido a maior representatividade em todos os setores. Os resultados com as plantas fitoterápicas foram expostas na Agrotins do ano passado, em forma de artesanato, onde se deu o início da articulação para inclusão do Estado no projeto, em níveis nacional e internacional, voltado para o setor – explica.

Marta Barobosa - Seagro - Foto Manoel JuniorDe acordo com a Diretora, as pesquisas já existem e o objetivo é partir para uma nova etapa, com resultados práticos, e as tecnologias que já existem podem ser trazidas para o Tocantins.

– Vamos discutir sobre o Green Sustentável, formalizar a parceria Brasil-Alemanha e construir um projeto Nacional para o mercado, voltado para as plantas medicinais e envolvendo as comunidades tradicionais –  conclui Marta Barbosa.

*Com edição de Cerrado Rural Agronegócios   

NO COMMENTS

LEAVE A REPLY