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A técnica de derriça manual e colheita com derriçadora acoplada ao corpo foram responsáveis por 62% das respostas, com 31% cada uma delas (FotoAntônio Oliveira/CDI-Cerrado Rural Agronegócios)
A técnica de derriça manual e colheita com derriçadora acoplada ao corpo foram responsáveis por 62% das respostas, com 31% cada uma delas (FotoAntônio Oliveira/CDI-Cerrado Rural Agronegócios)

Da Agência Climatempo*

O Brasil colheu em 2018 a maior safra de café da sua história, o que permitiu ao nosso País obter um volume equivalente a 61,66 milhões de sacas de 60kg, com produtividade média de 33,07 sacas por hectare, numa área de cultivo de 1,86 milhão de hectares. A propósito desse expressivo desempenho, também foi constatada uma melhoria bastante significativa na qualidade dos cafés do Brasil nessa safra.

A melhoria observada na qualidade da safra 2018 foi constatada por meio de uma pesquisa comparativa com a safra 2017, que foi realizada com cafeicultores dos seis principais estados produtores de café, que são, por ordem decrescente, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Bahia, Rondônia e Paraná.

A pesquisa aplicou um questionário e analisou estatisticamente as respostas de 280 cafeicultores, dos estados mencionados, sobre o ‘Desempenho da Produção e da Qualidade’, ‘Tecnologia de Colheita e Pós Colheita’, ‘Pragas e Doenças’ e ‘Comercialização’. A amostragem foi composta por 280 produtores, dos quais 93% de café arábica e 7% de café conilon, cujas áreas de cultivo dos pesquisados somaram 18,427 mil hectares de café.

Em geral, a qualidade dos cafés é avaliada com base num conjunto de atributos, como aroma, sabor, corpo, acidez, adstringência, amargor, fragrância, entre outros, os quais influenciam e contribuem diretamente para a qualidade do produto.

De acordo com os resultados da pesquisa, constatou-se que “os resultados refletem o que tem se verificado nos diversos concursos de qualidade realizados no país. As informações fornecidas apontam um incremento significativo da qualidade”. As boas condições meteorológicas existentes durante o período de colheita, quando não houve ocorrência de chuvas que comprometessem os resultados qualitativos ajudou a produtividade do café.

Assim, dos 280 cafeicultores que participaram da pesquisa, 68% afirmaram que a qualidade do café colhido em 2018 foi melhor que a de 2017, e, em contraponto, 23% afirmaram que a qualidade permaneceu igual e, ainda, apenas 9% declararam que a produção de 2018 teve qualidade pior que a safra colhida anteriormente.

A pesquisa foi realizada no período de 4-10-2018 a 23-11-2018.

Tecnologia no campo

Vale destacar que, com relação às tecnologias de colheita e pós-colheita, os resultados da pesquisa permitiram estabelecer de certa forma um perfil tecnológico dos cafeicultores, pois, especificamente em relação à colheita, a técnica de derriça manual e colheita com derriçadora acoplada ao corpo foram responsáveis por 62% das respostas, com 31% cada uma delas. A colheita mecanizada correspondeu a 27% dos apontamentos e a colheita manual seletiva foi responsável por 11%.

Os secadores em cimento ou asfalto respondem por 44,2% da secagem da safra (Foto: Antônio Oliveira/CDI-Cerrado Rural Agronegócios)
Os secadores em cimento ou asfalto respondem por 44,2% da secagem da safra (Foto: Antônio Oliveira/CDI-Cerrado Rural Agronegócios)

Quanto à adoção de tecnologias de secagem pelos cafeicultores, as quais influenciam diretamente a qualidade do café, constatou-se que os terreiros de cimento ou asfalto foram responsáveis por 44,2% dos apontamentos da Pesquisa Safra Cafeeira 2018.

Na sequência, secadores mecânicos corresponderam a 30,4% das respostas. O terreiro suspenso ocupou a terceira posição com 12% dos apontamentos e outros 13,4 % foram divididos entre as estufas e terreiro de chão batido.

*Com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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