Home Uncategorized É PARA O MATOPIBA – Kátia Abreu quer transformar cidade no Tocantins...

É PARA O MATOPIBA – Kátia Abreu quer transformar cidade no Tocantins em “capital nacional do carneiro”

Ministra quer transformar Aliança em "capital do carneiro" (Foto: MAPA)
Ministra quer transformar Aliança em “capital do carneiro” (Foto: MAPA)

O Matopiba está sendo contemplado com o “Complexo Agroindustrial de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da Cadeia Produtiva da Ovinocultura”, que será construído no município de Aliança do Tocantins, cidade na região central do estado, às margens da BR-152.

A iniciativa faz parte do programa de estímulo à produção de ovinos e caprinos do Ministério da Agricultura (MAPA), lançado nesta segunda-feira, 3, pela ministra desta Pasta, Kátia Abreu.

O complexo, segundo a Ministra, contará com uma fábrica de rações e será construído com recursos da ordem de R$ 1,3 milhão, de uma emenda parlamentar apresenta por ela em 2013, quando exercia o mandato de senadora pelo Tocantins.

O plano foi divulgado durante o Seminário Nacional da Cadeira Produtiva da Ovinocultura, realizado naquela cidade tocantinense, e tem como objetivo, segundo o MAPA, elevar a produção de ovinos e caprinos, afim de atender o mercado interno brasileiro.

– Não estamos tão organizados como poderíamos estar. Nossos produtores de ovinos e caprinos estão sozinhos. Então, precisamos dar suporte para que a cadeia possa se desenvolver, disse Kátia Abreu.

Atualmente, o pais importa 10% do que consome, principalmente da Argentina e da Nova Zelândia. O mercado de carne de ovelha movimenta R$ 1,9 bilhão ao ano.
– Vamos fazer desta região um polo de produção e implantar um modelo de integração da cadeia produtiva de ovinos e caprinos, o primeiro modelo de integração desta área, reforçou Kátia Abreu.
Qualidade do produto, estabilidade do abastecimento e aumento do consumo são as bases do novo programa, que também delineou um plano de negócios para venda de carnes de ovinos e caprinos entre Goiânia, Brasília e Belo Horizonte.
O programa prevê ainda parceria com o Sebrae e com a Federação da Agricultura do Tocantins para oferecer assistência técnica continuada por dois anos. Serão 200 horas de curso, sendo 160 horas de aulas práticas e 40 de gestão.
Criadores de ovinos e caprinos do Nordeste também irão até a região para compartilhar suas experiências com os técnicos do Sebrae e com os vaqueiros locais.

O frigorífico de pequenos animais será gerido em forma de comodato com a prefeitura de Aliança por uma cooperativa, que será criada para esse fim. A Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) vai cooperar com o projeto.
– O poder público vai garantir a construção e deixamos para a iniciativa privada a gestão desse frigorífico, disse a Ministra. Em dois anos, acrescentou Kátia Abreu, o frigorífico poderá começar a funcionar.
– Não temos dúvida de que esse empreendimento será o começo de muitas coisas boas que virão para o nosso município, porque temos à frente desse projeto nossa senadora e ministra que olha para este estado, afirmou o prefeito de Aliança do Tocantins, Paulo Pequi.

 

Vantagens
A planta desse frigorífico precisará de cerca de 20 mil matrizes para começar a operar, número alcançável, já que no entorno de 100 km do frigorífico há atualmente 12 a 15 mil cabeças.
– Com trabalho sério, que eu sei que essa região sabe fazer, a gente chega às 20 mil matrizes num prazo relativamente curto, destacou o consultor em agronegócio André Sório, que colaborou na elaboração do programa.

Entre as vantagens da criação de cordeiro, está o pequeno espaço necessário para uma grande quantidade de matrizes.

– A lucratividade também pode ser alta. Enquanto a arroba do boi, por exemplo, está entre R$ 125 e R$ 130, a da carne ovina está entre R$ 180 e R$ 200, disse a ministra.

Entre as ações de estímulo a essa cadeia, também está a ampliação da rodoviária de Aliança, um centro de convenções para oferecer capacitação aos produtores e o shopping do carneiro.
– Vamos ter na entrada da cidade uma réplica de um carneiro com uma placa: ‘Capital do Carneiro’. Temos que envolver todas as áreas da produção e da comunicação [no programa].  Precisamos dar essa sustentação e vamos trabalhar para consolidar a região, afirmou a Ministra.

(Fonte: MAPA)