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Sede conjunta das duas instituições em Barreiras (Foto: divulgação)
Sede conjunta das duas instituições em Barreiras (Foto: TV Web)

Por Antônio Oliveira

Que as associações dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) são excelências em organização corporativa, sendo as responsáveis por projetar a Bahia no cenário nacional e internacional da produção agrícola, principalmente de grãos (soja e milho) e fibra (algodão), todos sabem. As duas são exemplares, também, na promoção social e na sustentabilidade ambiental. Além de fazerem pelo oeste da Bahia, em termos de assistência social e infraestrutura muito mais que o governo baiano.

Porém, as duas instituições padecem de males que vêm se perpetuando de diretoria em diretoria, desde o pioneiro e fundador Humberto Santa Cruz: arrogância, incompetência na comunicação e no marketing, discriminação da mídia regional – e louvores para a mídia nacional, que não vive, como a regional, as vitórias e derrotas do agro na região – e falta de transparência. E nisto – falta de transparência -,  as duas alegam que são associações privadas e, portanto, não devem prestação de conta para a sociedade. Devem, sim, uma vez que trabalham com convênios com o poder público e com fundos público-privados.

Lembro que certa vez, na Agronol,  ainda na gestão do Dr. Humberto Santa Cruz, disse  isto – a arrogância da Aiba – à ele, que acabou concordando e me pediu para ajudar a tirar esta imagem da instituição. Em vão.

Embora tenha toda estas características, principalmente a da sustentabilidade social e ambiental, as duas instituições estão sempre no foco das críticas das cidades da região onde se inserem, são vistas como vilãs, apanham até dizer chega das cidades. Por que? Porque não sabem se comunicar, têm sempre presidentes e diretores arrogantes. E isto é mal para os agronegócios.

“Alias, a falta de transparência da Aiba foi muito longe, quando há cerca de 4 anos, se viu envolvida em escândalos denunciados por dois de seus presidentes e diretores”

Aqui na Cerrado Rural Agronegócios, por exemplo, foi cortada a parceria com as duas instituições até que elas tenham diretorias mais humildes e reconhecedora dos valores regionais. Fizemos muito pelas duas ao longo dos últimos 15 anos e só nos decepcionamos. Contudo, nunca colocamos interesses comerciais acima da informação e da integração das duas associações com as demais regiões do MATOPIBA e do Brasil. Humildade tem limite. Presidentes e diretores executivos passam, as instituições ficam.

Alias, a falta de transparência da Aiba foi muito longe, quando há cerca de 4 anos, se viu envolvida em escândalos denunciados por dois de seus presidentes e diretores – Horita e Sérgio Pitt (leia matérias nos links abaixo).

As denúncias foram abafadas e não se falaram mais nisto.

AIBA – Sócios se afastam e apontam irregularidades e indícios de falência

AIBA – Busato emite nota de esclarecimento e nega envolvimento político-partidário

AIBA – Denúncias podem se acabar em pizza

CASO AIBA – Instituição seria alvo de uma disputa por um trampolim para o poder

 

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