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Na safra 2018/2019, a Bahia plantou uma uma área de 263.692 mil hectares (Foto: Abapa)
Na safra 2018/2019, a Bahia plantou uma uma área de 263.692 mil hectares (Foto: Abapa)

Da Redação*

Crescimento de 24,9% na área plantada de algodão na Bahia na safra 2018/2019, é o que prevê a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). A partir do dia 20 de novembro, quando  finaliza o vazio sanitário, os cotonicultores baianos devem plantar em uma área total de 329,4 mil hectares, sendo 316,9 mil no oeste, e 12,4 mil no sudoeste baiano. Este incremento demonstra o otimismo dos agricultores com a pluma, que na última safra 2017/2018, finalizada em meados de setembro, garantiu rentabilidade com uma produtividade média recorde de 320 arrobas/hectare e uma produção total de 1,270 milhão de toneladas de algodão (caroço e pluma) em uma área de 263.692 mil hectares. A Bahia é o segundo maior produtor da fibra no Brasil, atrás apenas do Mato Grosso, que teve, na safra passada, área plantada de mais de 725 mil hectares.

Caso as chuvas se mantenham em ritmo estável nesta safra, o presidente da Abapa, Júlio Busato, acredita que, gradualmente, será retomada a capacidade instalada para a produção do algodão, que era de 400 mil hectares, antes da crise de chuvas e de pragas que reduziram a produtividade gerando uma descapitalização e o aumento no endividamento dos produtores.

– Esta safra acabou se tornando a melhor da história por conta das chuvas e da produtividade. As chuvas que já estão caindo na região nos trazem uma boa perspectiva para que os produtores possam sanar dívidas do passado e pensar em novos investimentos como máquinas e sementes para que possamos crescer ainda mais a produção, gerando mais emprego e renda para o oeste da Bahia – diz

“O Programa Fitossanitário da Abapa vem monitorando as áreas agrícolas por meio das armadilhas instaladas para medir a infestação do inseto”

Para garantir que os cotonicultores continuem obtendo êxito, a Abapa reforça a necessidade dos cotonicultores  eliminarem todos os restos culturais do campo a fim de evitar a proliferação de pragas, principalmente o bicudo do algodoeiro, durante o período do vazio sanitário.  O Programa Fitossanitário da Abapa vem monitorando as áreas agrícolas por meio das armadilhas instaladas para medir a infestação do inseto. Para Júlio Busato, o vazio sanitário e a limpeza das áreas são fundamentais para reduzir o custo do agricultor com as aplicações de defensivos para o controle fitossanitário no campo.

– Os produtores precisam estar atentos a adoção de todas as medidas necessárias como a eliminação total de plantas voluntárias e a instalação das armadilhas que atrai e mata o bicudo – explica.

*Fonte: Ascom/Abapa, com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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