É necessário eliminar a "soca" para evitar pragas e doenças na próxima safra (Foto: Divulgação)
É necessário eliminar a “soca” para evitar pragas e doenças na próxima safra (Foto: Divulgação)

Da Redação*

A Bahia, mais precisamente a região oeste do estado, a segunda maior produtora de algodão do Brasil, concluiu a colheita de uma de suas melhores safras da fibra. Agora é hora de eliminar a “soca”, ou seja, os restos do cultivo, atendendo a determinação do “Vazio Sanitário” – janela de não plantio – e, assim, evitar a disseminação de pragas nas safras futuras. Este vazio tem início no próximo dia 20 e se estende até 20 de novembro.

A determinação consta da Portaria Nº 213, de 25/08/2015, da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), ART. 2º.

A Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), alerta aos cotonicultores para esta imposição legal e necessária.

– Todo o algodão precisa estar colhido e os restos devem ser eliminados para garantir a sustentabilidade e reduzir os custos com aplicação de defensivos – aponta Júlio Busato, presidente da Abapa.

Ele diz que é preciso entender que o combate ao bicudo e às demais pragas é um trabalho coletivo, um dever de todos os agricultores.

– Nossos associados estão conscientes e têm cumprido o prazo do vazio sanitário de forma muito satisfatória, prova disso é que cada vez mais estamos conseguindo uma produção mais sustentável com menores custos para o produtor – pontuou.

(Foto: Divulgação)
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O vazio sanitário foi adotado para a prevenção e combate às pragas nas lavouras de algodão, principalmente o Bicudo (Anthonomus grandis). Diante do não cumprimento das exigências sanitárias o produtor poderá ser multado pelo órgão fiscalizador. Todo proprietário, arrendatário ou ocupante a qualquer título da propriedade que cultiva algodão, deverá cadastrar suas propriedades ou áreas na Adab até 20 de novembro de cada ano, assim estabelece o Art. 1º da portaria citada.

*Com informações da Ascom/Aiba