Home A opinião de Antônio Oliveira DESAFIOS – Governador Marcelo Miranda dribla a crise e supera expectativas

DESAFIOS – Governador Marcelo Miranda dribla a crise e supera expectativas

Por Antônio Oliveira

Forjado para melhor e mais maduro, após seis anos na planície só levando  “porradas”, em forma de processos de seu antes padrinho político e depois ferrenho adversário, Siqueira Campos – no seu primeiro mandato, havia decidido não ser marionete deste -, o governador Marcelo Miranda assumiu esse terceiro mandato mostrando que em crise, não se deve cruzar os braços e nem passar a vida lamentando até que a sorte melhore o contexto.

Governador durante abertura oficial da Feira do Livro (Foto: Seco-TO)
Governador durante abertura oficial da Feira do Livro (Foto: Seco-TO)

A situação em que encontrou o governo do Estado foi a seguinte:  dívidas em torno de R$ 5 bi, máquina sucateada, Educação, Saúde e  Infraestrutura um caos;  população com baixa autoestima e  funcionalismo público de uma forma geral insatisfeito com salários, defasagens; e outra parte reivindicando direitos adquiridos de forma contestável  no governo passado, direitos que o governo se viu sem condições de assumir, além de um processo que tentava cassar, mais uma vez o seu mandato – rejeitado pela maioria no Tribunal Regional Eleitoral (TER-TO) -, e, para completar a crise econômica que pipocou no governo federal afetando os demais entes federados.

Contudo, não abaixou a cabeça. Arregaçou as mangas da camisa e foi a luta – sempre sorridente -, embora com alguns assessores do primeiro e segundo escalões trabalhando contra, por incompetência ou por orgulho, vaidade e/ou arrogância. O Estado não saiu por completo do buraco onde o jogaram, mas se vê mais desenvolvimento social e econômico e a autoestima da população melhor que no auge da bancarrota do governo anterior – o que temos a lamentar, pois Siqueira Campos deveria ter encerrado sua carreira de outra forma. Acabaram com ele.

No início deste ano e deste seu novo mandato, Marcelo Miranda desafiou a tudo e a todos ao levar a frente a realização da Agrotins – feira de agrotecnologia e negócios promovido pelo Estado. O Estado não tinha recursos nem para a compra de cafezinho e devia a estrutura de duas feiras. Usou do diálogo, pediu um voto de confiança ao mercado e o sucesso da Agrotins surpreendeu em público e em faturamento, mostrando a força do agronegócio no Estado.

Agora, também diante da opinião de que, devido as condições do governo, a Feira do Livro do Tocantins, com dois anos sem ser realizada, o governador e seus secretários de Educação, da Cultura  e da Comunicação usaram a criatividade, reduziram custos, transferindo a Feira das milionárias estruturas armadas na Praça dos Girassóis para o inacabado Centro de Convenções de Palmas.

Paralelo a Feira e no mesmo espaço, o governo está promovendo a 11ª Feira de Artesanato e Comidas Típicas do Tocantins (Fecoarte).

Pelo o que eu vi neste domingo, 20, segundo dia da Feira, esta vai superar todas as expectativas, ao menos de público: poucos eventos atraíram para aquele espaço tanta gente como a Feira do Livro neste segundo dia.

Por outro lado, devemos considerar, respaldando estes dois desafios do governador Marcelo Miranda, que as duas feiras praticamente se pagam com a venda de espaços e os impostos que elas deixam no mercado de forma direta e indireta.

Como dizem e praticam os chineses, é na crise que se cresce.

E eu acrescentaria: se o governo baixa a cabeça e se isola no pessimismo, toda a sociedade pega essa onda e a coisa para a espera da sorte.

Em tempo: esperamos que na edição do ano que vem da Feira do Livro do Tocantins, o governo do Tocantins tenha política de patrocínio ou financiamento de livros de autores tocantinenses, com lançamento na Feira. Este ano, como em muitos, muitos escritores do Estado frustraram o sonho de ver uma ou mais obras sua lançada nesse evento literário por falta de recursos e apoio de uma forma ou de outra.

Os números

De acordo com a Secretaria de Comunicação do Estado, a  9ª edição do Salão do Livro acontece em uma área de 2.173,50 m², compostos por dois pavilhões, espaço jovem, auditórios, praça de alimentação, palco para shows nacionais e regionais. A expectativa é que cerca de 240 mil pessoas visitem os estandes do Salão do Livro, movimentando cerca de R$ 8 milhões.

De acordo com a Associação Brasileira de Difusão de Livros (ABDL), a estimativa é de que a edição de 2015 do Salão do Livro conta com cerca de 50 mil títulos, de mais de 30 editoras. Os exemplares estarão expostos em 71 estandes de livros didáticos, literários, técnicos e outros 12 estandes exclusivos para obras infantis.

O Salão do Livro contará com os seguintes espaços: Café Literário, Espaço Infantil, Espaço Jovem, o Auditório Tião Pinheiro, Palco Livro, Palco Fecoarte, Espaço Online, salas de assessoria e setores administrativos.