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Promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o ENAEX 2017 reuniu nesta quarta, 9, no Rio, lideranças do setor produtivo, autoridades e especialistas em torno do tema “Reduzir Custos para Exportar, Reindustrializar e Crescer”. Além da presença do presidente da República, Michel Temer (Foto: Ascom/CNA)
Ao discursar na abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (ENAEX 2017), o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, afirmou que mais do que gerar superávits na balança comercial, o objetivo é aumentar os fluxos de comércio do Brasil.
Promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), o ENAEX 2017 reuniu nesta quarta, 9, no Rio, lideranças do setor produtivo, autoridades e especialistas em torno do tema “Reduzir Custos para Exportar, Reindustrializar e Crescer”. Além da presença do presidente da República, Michel Temer.
Em seu discurso, o presidente da CNA afirmou que por meio da dedicação dos produtores e de todo o investimento em tecnologia realizados, a agropecuária brasileira hoje é globalizada. O país, no entanto, precisa de uma política comercial clara, contínua, e a ampliação da presença brasileira em mercados externos deve ser uma estratégia de longo prazo.
Em conformidade com Martins, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostra que sem as políticas atuais de apoio doméstico ao produtor, adotadas pelos países, o comercio internacional de produtos agrícolas seria maior.
– Subsídios à produção ainda são os que têm mais impacto no comércio agrícola e prejudicam os produtores brasileiros – aponta o presidente da CNA, acrescentando que para garantir e manter a competividade da agropecuária brasileira, é preciso garantir um limite máximo de subsídio por país, de acordo com sua produção.
Martins esclareceu também que é preciso investimentos em infraestrutura e, mais do que isso, é preciso desburocratizar o processo de exportação. Outro ponto levantado pelo presidente da CNA foi a necessidade de se evitar que novas regulamentações se tornem barreiras aos nossos produtos.
– Agora é o momento de reduzir barreiras aos investimentos e ao comércio com nossos parceiros – afirmou.
Para Martins, o produtor está fazendo o dever de casa, adotando sustentabilidade, tecnologia e inovação, como base do desenvolvimento da sua produção. E é preciso enxergar o atual período como uma oportunidade para inovar, para desenvolver novas ideias e gerar as transformações necessárias para a implementação da politicas de médio e longo prazo.
– Precisamos promover mudanças que levem nosso país ao crescimento sustentável. Esta é uma tarefa não apenas dos representantes políticos, mas também da sociedade. O setor agropecuário tem o dever de participar desse momento de renovação e, com sua agenda, vai contribuir com o desenvolvimento do nosso país – afirmou.
O presidente Michel Temer, que discursou na abertura do ENAEX 2017, afirmou que em relação à produção agrícola brasileira, não bastam safras recordes, é preciso escoá-la com eficiência, e o governo está disposto a investir cada vez mais em ferrovias, portos e rodovias, a partir dos programas de concessões ao setor privado.
O presidente da AEB, José Augusto de Castro, elogiou o desempenho da agropecuária brasileira, responsável principal pelos superávits da balança comercial, mas reclamou que o custo Brasil continua a afetar todas as nossas exportações.
Já o ministro dos Transportes, Maurício Quintela, reconheceu que é dever do governo estabelecer as melhores condições para o fortalecimento das vendas externas do país, citando medidas oficiais de melhoria dos portos.
Da Ascom/CNA, com edição de Cerrado Rural

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