SHARE

Por Antônio Oliveira

Repercute, de forma negativa, o cancelamento dos eventos conjuntos PISCISHOW & AVISULEITE, que seriam realizados entre 5 e 7 de junho em Palmas. A organização dos eventos tem recebido mensagens de vários estados brasileiros, em grupos de WhatsApp – ou seja, publicamente -;  por mensagens privadas, ligações telefônicas e por e-mail. Estas, desta forma, porque os que as enviaram não querem se expor. Nesta tarde, uma dessas pessoas, empresário do ramo de piscicultura, em São Paulo, enviou-nos mensagem privada de solidariedade e observou: “O governo do Tocantins está presente na Aquishow de Santa Fé do Sul, onde vai expor para os piscicultores brasileiros todo o seu potencial para a piscicultura, principalmente para a tilápia. Tudo bem, isto é muito bom, é válido. Mas, o Tocantins não poderia receber, também, este empresariado em casa, não? Este seu evento não seria uma grande oportunidade, como em 2017, de ser um atrativo a mais para a piscicultura no estado, principalmente com o advento da tilápia?”, questionou o empresário que estaria vindo ao Tocantins participar do evento e conhecer os atrativos naturais e governamentais de fomento à cadeia produtiva da tilápia no Tocantins.

Outro, de Brasília, comentou que vem observando os acontecimentos no Tocantins há dois anos. “É muita insegurança, seu Antônio”.

Mas devo esclarecer alguns pontos que ainda ficaram confusos na minha fala, em editorial,  gravado em vídeo e publicado na semana passada:

Logomarca Piscishow Final VerticalOs PISCISHOW & AVISULETE são eventos privados, criados – com patentes requeridas -, organizados e promovidos pela revista Cerrado Rural Agronegócios. A segunda edição de cada um dos dois eventos foi realizada em 2017 em Palmas, com a contrapartida do governo do Tocantins, por meio do Fundo de Desenvolvimento do Tocantins (Conselho de Desenvolvimento do Tocantins – CDE), gerido pela Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços do Tocantins (SICS). Os eventos foram criados como suporte de apoio ao desenvolvimento das cadeias produtivas do peixe, das aves, dos suínos e do leite na região do MATOPIBA. Em seu projeto original, cada ano seriam realizados numa cidade polo desta região agrícola do Norte e Nordeste do Brasil. As primeiras edições foram realizadas em São Desidério, no oeste da Bahia, e a as seguintes em Palmas. Com o incentivo decisivo do governo do Tocantins e a estrutura que Palmas tem para sediar estes tipos de eventos, decidimos torná-los fixos aqui, em Palmas.

O aporte de recursos para este ano é o mesmo do ano passado, quando os eventos, devido ao processo eleitoral atípico no estado, não puderam ser realizados, ficando para este ano. O aporte fora aprovado  pela unanimidade do colegiado de  conselheiros que levou em conta os ótimos resultados das edições de 2017. Esta em ata esta observação.

É bom deixar claro que este aporte não foi reivindicado para festas ou eventos de interesse eleitoral e o Fundo existe para fomentar eventos e investimentos no desenvolvimento econômico do Estado.

Aprovado durante a gestão administrativa que antecedeu a esta, o aporte teve o reconhecimento, por uma questão lógica, do primeiro secretário da SICS, Dearley Kühn, nomeado pelo então governador interino, atualmente efetivo, Mauro Carlesse. Este, por sua vez, em almoço que a Secretaria da Comunicação Social do Estado ofereceu aos jornalistas tocantinenses, em dezembro do ano passado, após ouvir minhas explanações sobre os eventos, garantira apoio à realização dos mesmos.

De fato, no início deste seu governo, este editor, organizador dos eventos, foi chamado pelo então secretário interino da SICS, Tom Lyra, para, pelo que soube depois, tratar do assunto a pedido Mauro Carlesse.

Ou seja, aporte constante na Ata daquela assembleia e todos estes fatos favoráveis nos davam a segurança de continuar organizando os eventos, que nos custou muito tempo e recursos financeiros.

Para esclarecer aos que culpam o governador e ao governo como um todo, sinto-me na obrigação de esclarecer que estes não são de todo culpados.

O problema é que o governador deu super poderes a uma só pessoa em Palácio, seu chefe de gabinete, tornando-o numa espécie de primeiro-ministro. Isto tem causado transtorno para prefeitos, deputados e para outros segmentos sociais e econômicos no estado. Este super poder exclui, inclusive, o direito dos secretários de Estado em agir de acordo com as prerrogativas que o cargo lhe confere. Esta pessoa, Divino Alan, conhecida na política tocantinense, desde os tempos do finado e saudoso prefeito João Cruz, de Gurupi, não tem a visão necessária de Estado, de relacionamentos. Age conforme a sua vontade e de interesses políticos. Travou a administração de João Cruz e está travando a de Carlesse.

Não tinha nada que este processo do PISCISHOW & AVISULEITE  ir para suas mãos para um “autorizo”, se se trata de decisão de um colegiado e de um Secretário de Estado, no caso o titular da SICS. Há recursos no Fundo justamente para estas iniciativas.

Para amenizar a situação e agilizar o start da campanha dos eventos, Secom e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura entraram em cena, fazendo cada um de sua parte para a viabilização dos eventos. Inviabilizados pela incompetência e falta de visão de Divino Alan.

O que nos deixa indignados é o fato de termos mais de 15 anos de parceria com os sucessivos governos do Tocantins, parceria com ótimos resultados e, neste, sermos tratados desta forma – com tremenda falta de respeito e consideração à quem só tem contribuído com o processo de desenvolvimento do Tocantins.

É esta a verdade.

Antônio Oliveira

NO COMMENTS

LEAVE A REPLY