Dezessete cultivares de milho foram experimentados na microrregião de Pedro Afonso, na região central do Tocantins, cujos resultados foram divulgados nesta segunda-feira, 10, pelo Departamento Técnico da Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (Coapa), responsável pela experiência.

Experimentos revelaram as variedades mais produtivas (Foto: Coapa)
Experimentos revelaram as variedades mais produtivas (Foto: Coapa)

As variedades, não divulgadas à imprensa, foram plantadas em janeiro deste ano e colhidas no final de junho, com o objetivo de apontar para os agricultores da região as que melhor se adaptam às condições edafoclimáticas locais.

De acordo com o Agrônomo da Coapa, Eduarte Bonafede, que coordenou a experiência, 15 variedades produziram acima de 90 sacas por hectare, que é a média de produtividade na região na atual safra. Mas uma dessas variedades rendeu 130 sacas por hectare.

– O custo de produção é alto. Se o produtor sabe qual semente é melhor, a chance de ter uma produção maior,  a lucratividade  aumenta consideravelmente”, avaliou Evanis Roberto Lopes, um dos produtores que cedeu talhões em suas fazendas para esse experimento.

Não só a produtividade d grão, o ensaio mostrou também uma perspectiva na melhoria do de solos para outras culturas, pois, afirma o Agrônomo, a palha que fica sobre o solo depois da colheita o protege da ação do sol, dificulta a germinação de ervas daninhas e com a decomposição vira matéria orgânica.

– Milho safrinha já é uma realidade em nossa região, este ano nos mostrou isto com uma boa produtividade. A cultura do milho vem para melhorar o rendimento do agricultor, frisa Bonafede.

Ainda de acordo com ele, vários outros fatores devem ser considerados na cultura do milho, assim como em outras.

– Não podemos esquecer que o milho safrinha é uma cultura que tem que ser plantada com todas as tecnologias necessárias, disse.

Resistencia a pragas

As amostras se mostraram bem viáveis, também, por que não tiveram a produtividade comprometida mesmo com a falta de aplicação de controles de pragas.

– O detalhe que mais chamou a atenção foi a resistência a lagarta. De propósito não foi aplicado fungicida na lavoura experimental, assim a doença entrou e mesmo assim não comprometeu a produtividade, mas não podemos arriscar nos próximos plantios, comentou.

Em abril deste ano, a Coapa realizou um dia de campo, onde técnicos da Cooperativa e de empresas parceiras forneceram detalhes sobre o plantio, além das tecnologias e produtos indispensáveis para se obter bons resultados na produção de milho.

A instalação do campo experimental teve o apoio da Syngenta, Primaiz, Pionner, Dow AgroSciences, Nidera, Bayer e Nortox.

Sementes disponíveis

Os produtores podem recorrer à cooperativa para adquirirem as amostras de milho que geraram os resultados positivos na pesquisa. O telefone de contato é (63) 3466-2003.

(Com informações da Ascom/Coapa)