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Da SNA

O agronegócio brasileiro continua dando sinais de que está retomando seu fôlego quando o assunto é investimento em máquinas automotoras. De acordo com dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotivos (Anfavea), as vendas internas deste segmento mantiveram a trajetória ascendentes e encerraram outubro com mais 5 mil unidades negociadas, atingindo 39,6 mil no acumulado do ano.

As vendas de máquinas agrícolas no mercado interno vêm se recuperando nos últimos meses e compensando a retração nas exportações. (Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)
As vendas de máquinas agrícolas no mercado interno vêm se recuperando nos últimos meses e compensando a retração nas exportações. (Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)

O desempenho nos primeiros dez meses de 2018 já ultrapassa o verificado em igual período de 2017 e do ano anterior, quando foram vendidas ao mercado interno 35,8 mil e 39,6 mil unidades, respectivamente. O volume de máquinas compradas pelo agronegócio em outubro é 2,6% maior que o de setembro deste ano e 35,3% superior ao de outubro do ano passado.

Por conta do crescimento nas vendas das máquinas agrícolas, principalmente a partir do segundo semestre, a Anfavea já havia revisado suas estimativas de 44 mil para 47 mil veículos adquiridos pelo mercado interno.

Produção total

Os fabricantes produziram 7,4 mil unidades em outubro, volume 28,9% maior que as 5,8 mil unidades que saíram das linhas de montagem em setembro e 72,1% superior ante as 4,3 mil de outubro de 2017.

No acumulado deste ano, a produção chegou a 53,6 mil unidades: crescimento de 14,9% em relação as 46,6 mil de igual período do ano passado. O aumento nas vendas do mercado interno ajudou a compensar as perdas oriundas da queda nas exportações.

A comercialização para o mercado externo totalizou 1.020 unidades em outubro, representante retração de 6,6% em relação a setembro. No acumulado do ano, o desempenho também está fraco, com 10,7 mil máquinas negociadas entre janeiro e outubro, resultado 5,5% menor que o observado nos dez primeiros meses de 2017.

A explicação para o recuo nas exportações se deve, principalmente, à retração das compras feitas pela Argentina, que atravessa dificuldades econômicas.

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