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O primeiro viveiro automatizado de mudas de eucalipto do mundo está no Brasil e foi inaugurado há pouco em Três Lagoas-MS, pela Fibria, empresa brasileira do setor de celulose de eucalipto com base em florestas plantadas. A estrutura automatizada ocupa uma área de 48 mil metros quadrados e vai produzir até 43 milhões de mudas. Esta quantidade será destinada ao suprimento da unidade da companhia no município mato-grossense-do-sul, que colocou em operação no local, no fim de agosto, a sua segunda fábrica de celulose.

Viveiro automatizado: robôs fazem o plantio, controlam a irrigação e o clima e monitora a evolução das mudas
Viveiro automatizado: robôs fazem o plantio, controlam a irrigação e o clima e monitora a evolução das mudas

Segundo Tomás Balistiero, gerente geral de Operações Florestais da Fibria em Três Lagoas, a empresa trouxe da Holanda a mais avançada tecnologia e automação no mundo, onde é usada para o plantio automatizado de mudas de flores.

– Nosso principal desafio foi adaptar esse conhecimento aos processos e às necessidades da empresa – diz Balistiero.

Da seleção ao plantio das mudas até o embarque automático para o transporte, tudo é comandado por inteligência artificial.

– O cultivo das mudas em bandejas automáticas, com rastreamento, permite o acompanhamento de todo o processo de produção, que antes era feito manualmente – explica o gerente.

Uma “equipe” de 24 robôs faz o plantio e o controle da irrigação, por meio de visão 3D, que acompanha toda a evolução das mudas.

– Uma estação meteorológica monitora o clima e a intensidade da energia solar no viveiro para controlar a exposição das mudas ao sol e, quando necessário, realiza o fechamento automático de tetos retráteis, protegendo as mudas de um excesso de chuvas e outras intempéries – detalha Balistiero.

VANTAGENS

A produção de mudas no viveiro automatizado apresenta algumas vantagens em relação ao cultivo tradicional.

– A qualidade das mudas é superior, o custo de produção é cerca de 25% menor e a produtividade é três vezes maior – afirma Maurício Miranda, gerente geral da unidade da Fibria em Três Lagoas-MS.

A nova estrutura também utiliza os conceitos de sustentabilidade na operação.

– Os tubetes de papel biodegradável para o plantio das mudas substituíram os de plástico e vão direto para o solo. Com isso, há redução de resíduos, menor consumo de água e menor impacto ambiental – o gerente geral da Fibria.

Segundo Aires Galhardo, gerente geral de Operações Florestais da unidade, a empresa possui 1,056 milhão de hectares de florestas, sendo 633 mil hectares de florestas plantadas, 364 mil hectares de áreas de preservação e de conservação ambiental e 59 mil hectares destinados a outros usos. A capacidade produtiva da empresa é de 7,25 milhões de toneladas de celulose por ano, que é exportada para 35 países.

A Fibria conta com unidades industriais em Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Três Lagoas (MS), além de Eunápolis (BA), onde fica a Veracel, parceria da Fibria com a finlandesa Stora Enso.

Da Ascom/SNA, com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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