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Da Redação*

Da monocultura da soja, chegando a diversificação agrícola, até firmar-se na posição de região de pecuária de elite, com melhoramento genético próprio e as melhores raças do Brasil. Assim é o Cerrado baiano, no seus 30 anos de exploração econômica.

Aliás, sob este prisma e finalmente, a Associação dos Agricultores e irrigantes da Bahia (Aiba), criou uma Diretoria de Produção de Proteína Animal, que deve estar voltada para a cadeias do leite, do peixe, das aves, dos suínos e dos bovinos, que consomem o que os produtores rurais produzem.

O gado leiteiro demanda muito produtos da agricultura (Foto; Divulgação)
O gado leiteiro demanda muito produtos da agricultura (Foto; Divulgação)

Esta vocação para a pecuária, principalmente a de gado de leite, vai estar em debate no 1º Encontro da Cadeia Produtiva do Leite do Oeste da Bahia, que já tem data marcada – dias 21 e 22 de novembro, no Parque de Exposições Engenheiro Geraldo Rocha, em Barreiras. Organizado pela Comissão da Cadeia Produtiva de Leite da Bahia, o evento será realizado pela Associação dos Criadores Gado do Oeste da Bahia (Acrioeste), em parceria com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

O Encontro tem como objetivo unir a cadeia de produção do oeste da Bahia para mostrar que é possível agregar renda produzindo de forma integrada e sustentável. Além de reuniões e palestras, o evento contará com uma pequena feira, onde serão expostos os derivados do leite produzidos na região.

– A ideia é mostrar a qualidade dos produtos feitos aqui. Essa região da Bahia tem um potencial incrível para agropecuária, assim como para agricultura – analisa o consultor técnico da Acrioeste, Ubirajara Zapponi.

O presidente da Aiba, Celestino Zanella, destacou a relevância do evento para a região.

– A integração lavoura-pecuária é uma tendência mundial, e aqui temos o cenário ideal para nos tornarmos referência também na produção de leite, uma vez que temos área e ração em abundância para o gado – destacou.

Segundo Zanella, a importância de interligar agricultura e pecuária resultou na criação da Diretoria da Proteína Animal dentro da Aiba. A partir de agora, o setor também será representado e defendido pela Associação.

Anúncio_Mais Conhecimento_Nova Data-001– Esta é uma cadeia única, então, a ideia é unir forças para mostrar o potencial do oeste em produzir grãos, fibra e também se tornar uma grande bacia leiteira, agregando tudo que é produzido aqui na região. A nova diretora terá uma cadeira na presidência e participará das decisões pertinentes à sua área – enfatizou.

Antônio Balbino, diretor de eventos da Acrioeste, ratifica a afirmação.

– Os setores do agronegócio e pecuária estão unidos. A Aiba como a maior entidade do agronegócio da Bahia tem condições de enxergar que isso é fundamental para toda cadeia produtiva do agro. A Abapa, em particular, visto que trabalha diretamente com a produção de algodão, umas das fontes de alimentos do gado, é uma parceira excelente – avalia.

Balbino acredita que, pelo fato de a região está se tornando um polo universitário, a formação de acadêmicos e técnicos pode favorecer o segmento, agregando mão de obra especializada.

– São técnicos competentes que podem vir a trabalhar aqui no oeste da Bahia. Precisamos apostar nisso se quisermos essa cadeia mais desenvolvida e fomentar ainda mais produtividade da região – destaca.

Comissão da Cadeia Produtiva de Leite

Em uma reunião realizada em abril de 2018, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), em Salvador, foi criada a Comissão Baiana da Cadeia Produtiva do Leite. A comissão tem como objetivo principal tornar a Bahia autossuficiente na produção de leite.

O trabalho realizado pela Comissão é coordenado pelo Sistema Faeb/Senar, com participação de representantes do governo do Estado, setor produtivo, universidades, entidades de classe e instituições privadas ligadas ao agro.

*Da Ascom/Aiba, com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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