Em pronunciamento por ocasião da abertura dos trabalhos deste ano da Assembleia Legislativa da Bahia, o governador do Estado, Rui Costa disse que agronegócio é um segmento fundamental para a economia da Bahia. Ele ressalta que desde 2007, investir no campo é prioridade para o governo, já que a Bahia possui a maior população vivendo no meio rural do país, com quase quatro milhões de habitantes.

O oeste da Bahia, segundo maior produtor de algodão do Brasil, foi exaltado por Rui Costa. (Foto: Divulgação)
O oeste da Bahia, segundo maior produtor de algodão do Brasil, foi exaltado por Rui Costa. (Foto: Divulgação)

Saindo do discurso escrito para o improviso, Costa destacou questões relevantes ao setor agropecuário, a exemplo da necessidade urgente de encontrar resoluções em relação aos embargos na região oeste do Estado pelo Ibama, por falta de licenciamento.

– Não tem necessidade de fazer um licenciamento a cada plantio, se tratando da mesma área e cultivo que está sendo renovada a cada ano. Os ministérios públicos Federal e Estadual têm se manifestado no sentido de pedir a intervenção do Ibama, não permitindo que o governo da Bahia faça o licenciamento automático. Num momento de crise no Brasil, queda na arrecadação e em que famílias inteiras estão ficando desempregadas, acho que todos devem ajudar a gerar empregos e renda. Imagina se todo ano a Secretaria do Meio Ambiente tiver que emitir licença para um mesmo plantio? Espero que o bom senso prevaleça. Se a área for ampliada ou feito cultivo de um novo produto, aí sim justifica um novo licenciamento, declarou Rui Costa.

Contando com a presença do Secretário da Agricultura, Vitor Bonfim, o governador Rui Costa também destacou a importância e dinamismo do agronegócio, na atração cada vez maior de empresas interessadas em investir no Estado.

– Como exemplo de atração de investimentos temos a Miolo Wine Group, que se instalou no município de Casa Nova, e está fazendo novas intervenções para ampliar e qualificar sua produção de vinhos, espumantes e destilados – lembrou.

Costa reclamou do Ibama que quer fazer um licenciamento a cada safra numa mesma área. (Foto: Secom-BA)
Costa reclamou do Ibama que quer fazer um licenciamento a cada safra numa mesma área. (Foto: Secom-BA)

– A expansão da Agrovale em Juazeiro, que é hoje a maior empresa rural geradora de postos de trabalho do Nordeste, e o Grupo Aurantiaca, que está investindo R$ 450 milhões na sua fábrica de engarrafamento de água de coco no Litoral Norte. Existem outros projetos econômicos voltados para a ampliação da produção de leite e de tabaco no oeste da Bahia, com previsão de investimentos de R$ 9,6 bilhões – exaltou

Como demonstração de crescimento das cadeias produtivas baianas, o governador Rui Costa citou o adensamento da cadeia do cacau, com a expansão da indústria do chocolate no sul da Bahia.

– Surgiram 40 marcas locais de chocolate, e metade delas são do tipo premium ou gourmet. Iniciativas promissoras também estão sendo exploradas na Chapada Diamantina, especialmente em Morro do Chapéu, nas áreas de viticultura e frutas de clima temperado – disse.

A expansão da rede de monitoramento pluviométrico, que tem importância tanto para a agropecuária como para as ações preventivas de defesa civil também foi assunto tratado pelo governador.

– Foram instaladas 213 estações automáticas, em parceria com o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden). Os equipamentos fornecerão informações acerca de dados pluviométricos, hidrológicos, agrometereológicos e sobre umidade e temperatura do solo, beneficiando, sobretudo, os municípios do semiárido –  finalizou Costa.

(Fonte: Secom/BA)