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*Por Antônio Oliveira

O agronegócio é um dos setores da economia brasileira que mais emprega e gera rendas e é, ainda, o principal equilíbrio da balança comercial e do PIB brasileiros. Entretanto, é  o segmento mais perseguido e incompreendido pelos habitantes das cidades que, geralmente, são mal informados por pseudos ecologistas ou por pessoas sem conhecimento de causa e que agem por maldade ou interesses políticos, tal qual aconteceu com a região cacaueira do sul da Bahia, quando uma quadrilha de militantes políticos de esquerda introduziu naquelas lavouras a praga denomina “vassoura de bruxa”.

Acusam o agronegócio de adotar trabalhos análogos a escravidão. Ao contrário, nas fazendas, com exceção da ação de aventureiros, as condições de trabalho e alojamentos são, muitas vezes melhores do que as empresas urbanas oferecem para seus colaboradores.

A título de exemplo, destacamos aqui este vídeo que coproduzi  sobre as condições oferecidas por uma das inúmeras fazendas do MATOPIBA. E o que predomina nas empresas rurais é isto: conforto, dignidade aos seus colaboradores.

Veja:

E foi justamente para mostrar esta realidade que, no Dia do Trabalho, neste 1º de maio, cerca de 1000 funcionários da cadeia agrícola de Barreiras e do oeste da Bahia se mobilizaram em defesa dos seus empregos e pediram mais apoio do Estado e da sociedade civil para permitirem maior desenvolvimento do setor que mais emprega no campo e na cidade.

Com ‘apitaço’ e gritos de “Defendemos os nossos empregos” e “Não queremos ser um dos 13 milhões de desempregados”, eles se manifestaram em frente a órgãos estatais como Ibama, Inema, Ministério do Trabalho e Ministério Público do Trabalho, contra o que eles chamaram de “abusos” e “rigor burocrático” durante as ações de fiscalização e licenciamentos.

– Da forma como vem sendo realizada, estas ações somente penalizam aqueles que, na prática, produzem com eficiência, tecnologia e garantem condições dignas de trabalho com respeito às legislações trabalhista e ambiental – protestaram esta classe.

Para Jeferson Souza, da Agrícola Xingu, esta mobilização foi fundamental para reforçar, para toda a sociedade, que quem trabalha na área agrícola é respeitado e se dedica a um setor que faz a nossa região e o Brasil crescerem.

– Muitas vezes, a área agrícola é penalizada pela burocracia e por uma lei ineficiente, mas é o setor que mais investe em qualificação dos seus trabalhadores – afirma.

Para João dos Santos Araújo, que trabalha em uma associação de produtores, é perceptível o compromisso das empresas e agricultores no cumprimento da legislação, mas eles são vencidos pelos entraves gerados pela burocracia.

– É preciso ser herói para se plantar no Brasil, diante de tantas licenças, protocolos e outorgas, fiscalizadas muitas vezes ao mesmo tempo por órgãos das diferentes esferas – municipais, estaduais e federais – frisou.

– Nós, que trabalhamos na área, percebemos essa burocracia que pune, muitas vezes, somente para arrecadar e embargar áreas. Em muitos casos, medidas mais brandas e educativas, surtiriam o mesmo efeito sem prejudicar o negócio e os nossos empregos – afirma.

Ao integrar a mobilização, a diretora do Núcleo Oeste da Bahia da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Márcia Gama, defende o setor por acompanhar de perto as exigências e o quanto as empresas respeitam a legislação.

– Fiz questão de entrar na manifestação por entender que existe um exagero nas cobranças durante as fiscalizações. É um rigor que existe no campo, mas não acontece com as empresas dentro da cidade – compara.

O segmento, segundo as entidades do setor agrícola, gera cerca de 40 mil empregos diretos e indiretos no oeste da Bahia, com uma média salarial acima do mercado absorvendo funções de todos os níveis de formação, como agrônomo, administrador, contador, eletricista, operador de máquina agrícola, motorista, dentre outros.

*Com informações da Ascom/Abapa (Associação Baiana dos Produtores de Algodão

 

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