SHARE
SNA
Sobre a reforma trabalhista, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Abag afirmou: ‘A legislação sai de um modelo estatutário para um modelo moderno nas relações contratuais. Isso estimulará a empregabilidade e reduzir a informalidade’ (Foto: Ascom/SNA)
O agronegócio está comprimido, de um lado, por problemas internos, como a logística e a situação tributária brasileira, e de outro, pelo cenário global, que também preocupa. Essa foi uma das afirmações feitas na última segunda-feira, 7, na abertura do Congresso da Abag, pelo presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, que também preside a Academia Nacional de Agricultura da SNA.
– Enquanto no Brasil abriram a caixa da corrupção, lá fora abriram a caixa do protecionismo, o que leva ao rompimento de acordos – destacou, prevendo uma recuperação lenta do país.
Em conformidade ainda com o presidente, o Brasil precisa promover acordos comerciais internacionais que ampliem as possibilidades de exportação; reforçar o RenovaBio, a fim de estimular a produção de energia de fonte renovável; e aprofundar as reformas trabalhistas e tributária.
– Nesse sentido, o nosso 16º Congresso abre a possibilidade de debater, com profundidade, as reformas urgentes que o país necessita – aponta o presidente da ABAG.
REFORMA TRABALHISTA
Para Carvalho, o medo de perder benefícios está provocando barulho contra a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso Nacional, que, em sua opinião, é positiva para o país.
– Estou preocupado com alguma medida provisória que ainda possa vir pela via sindical – pontuou.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também elogiou a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso.
– A legislação sai de um modelo estatutário para um modelo moderno nas relações contratuais. Isso vai estimular a empregabilidade e reduzir a informalidade – avaliou o governador.
Alckmin defendeu a reforma do sistema tributário, mas acredita que as mudanças devem ser feitas de forma gradual.
– Após a aprovação da reforma trabalhista, temos a tributária, a previdenciária, que deverá equalizar os direitos dos trabalhadores privados com os do setor público, e a reforma política, para melhorar o ambiente político. Isso será decisivo para inserir o Brasil no cenário internacional – analisou.
Já o presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), deputado Nilson Leitão (PSDB/MT), afirmou que é necessária a mobilização das lideranças em relação à agenda do setor no Congresso Nacional.
– Juntos, temos de reforçar a comunicação para que a população entenda as demandas de um setor que garante o superávit comercial e é um dos que mais preserva o meio ambiente. Afinal, o Brasil protege 65% de suas reservas naturais – afirmou.
O parlamentar também criticou o debate ideológico sobre a questão fundiária, o licenciamento ambiental e as demarcações de terras indígenas. E ainda se posicionou a favor da lei sobre as regras para a terceirização, recentemente aprovada, que, segundo ele, vai beneficiar 10 milhões de pessoas apenas no meio rural.
Da Ascom/SNA, com edição de Cerrado Rural

NO COMMENTS

LEAVE A REPLY