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Aiba representa agronegócio brasileiro no Fórum Mundial da Água (Foto: Heckel Junior)
Aiba representa agronegócio brasileiro no Fórum Mundial da Água (Foto: Heckel Junior)

O 8° Fórum Mundial da água, que foi iniciado no dia 19 e termina no dia 23 de março, tem como tônica da discussão a disponibilidade e o gerenciamento dos recursos hídricos disponíveis. O evento reúne, em Brasília, pessoas do mundo inteiro para debater temas relacionados ao uso da água por diversos segmentos. Ao todo, cerca de 3 mil conferencistas participam de pelo menos 300 palestras sobre o tema.

Nesta terça-feira, 20, o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Celestino Zanella, apresentará uma pesquisa científica sobre o potencial hídrico do oeste da Bahia, cujo objeto de estudo é os rios e aquíferos da região. Representando o agronegócio nacional, Zanella integra o painel de Políticas de Segurança Hídrica, que reúne ainda palestrantes de outros países, em um debate amplo sobre desenvolvimento sustentável.

Além de apresentar a pesquisa técnico-científica que trará dados reais sobre o cenário hídrico de um dos maiores polos produtor de alimento do país, Zanella vai exibir o panorama da agricultura praticada no oeste baiano que, segundo a Aiba, é um modelo de êxito e tem sido copiado por outras partes do mundo.

– Um dos setores que mais demandam água é a agricultura. Por isso, o segmento tem investido cada vez mais em tecnologia para fazer o uso racional desse bem comum a todos. E temos, na região, um modelo de agricultura de precisão, com técnicas eficientes de irrigação, capaz de combater o desperdício de água e aumentar a produtividade sem tanta pressão nos recursos hídricos. O produtor rural tem a missão de alimentar o mundo, por isso tem que continuar plantando para abastecer uma população cada vez maior. Para tanto, precisamos desenvolver uma agricultura sustentável, para garantir comida e água – pontua o presidente da Aiba.

O evento acontece, de acordo com a Aiba, em um momento propício para esclarecer à população sobre os mitos e verdades acerca da escassez hídrica, além de ser uma oportunidade de discutir sobre a quantidade e qualidade da água que é consumida, e também palco de combate ao desperdício.

– Não se pode falar em crise hídrica sem antes mensurar os recursos. E o que o estudo propõe é exatamente quantificar e qualificar as águas subterrâneas e superficiais existentes na região para, então, propor um modelo de gestão que seja sustentável, garantindo os múltiplos usos dessa água, incluindo nele a irrigação. O produtor rural não pode ser visto como vilão. As pessoas precisam entender que ele é o maior interessado em preservar os rios, pois o seu negócio depende diretamente disso. Se o rio secar isso inviabiliza o nosso sistema de produção. É daqui que tiramos o nosso alimento e também o de uma nação inteira. Para continuar produzindo, a gente precisa da água, pois não há outro modo de produzir. Nenhum produtor, em sã consciência, vai investir em um sistema de irrigação caríssimos para implantar em uma área que corre o risco de secar. É ingênuo pensar que alguém queira perder dinheiro e colocar a segurança alimentar em risco – explicou o presidente da Aiba.

Segundo Zanella, o uso racional da água é uma preocupação constante dos produtores rurais. Tanto que a categoria tem investido cada vez mais em novas tecnologias e mais recentemente em pesquisas, cujos resultados podem mudar a forma de produção. Os agricultores do oeste da Bahia também têm financiado ações de recuperação de nascentes e preservação do meio ambiente.

Da Ascom/Aiba, com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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