Meu gabinete de trabalho: aqui, até então, eu sonhava, planejava, reportava e louvava o agronegócio. Foco pode mudar (Foto: Antônio Oliveira)
Meu gabinete de trabalho: aqui, até então, eu sonhava, planejava, reportava e louvava o agronegócio. Foco pode mudar (Foto: Antônio Oliveira)

Por Antônio Oliveira

Toda empresa, desde a micro até as megas, param uma vez por ano para o descanso de sua diretoria e de colaboradores; para um balanço fiscal e contábil; reestruturação ou repensar sua atuação e seu futuro.

Nós aqui da Cerrado Editora, editora da revista Cerrado Rural Agronegócios, em suas versões impressa e web, e sócia majoritária dos eventos PISCISHOW & AVISULEITE, também fazemos isto, ao final de cada ano, embora, ao longo destes quase 16 anos de existência, pouco tivemos recessos de mais de uma semana, ou não tivemos.

Desta vez, em pleno meio do ano, Cerrado Editora está dando uma pausa em suas atividades editoriais e administrativas. Por que no meio do ano? Pode estar perguntando o leitor. Porque, no meu caso, como editor-geral e encarregado da administração da empresa, depois de muitos anos “no batente” e com excesso de trabalho,  preocupações, ansiedade, estresse e esgotamento mental, a lógica me recomenda dar uma pausa.

Período em que, não só vamos promover  reestruturação na administração da empresa e em seus recursos técnicos, mas – eu -,  vou refletir se continuo ou não no jornalismo de agronegócio, ou se continuar, se será no Tocantins.

São mais de 30 anos de jornalismo voltado para o agro, 16 dos quais intensamente por meio da Cerrado Rural Agronegócios.

“Mas o agro tem me ferido muito ao longo destes 16 anos, o que me levou a parar para pensar se nele eu continuo, ou se me retiro”

Depois dos meus filhos, netos e o meu país, a minha grande paixão é ao agronegócio de forma geral (que inclui todas as cadeias e os micros, pequenos e grandes produtores). Setor que tem o  poder de transformar o Brasil numa superpotência e prepará-lo para atender a demanda por alimentos nos próximos 30 anos.

Mas o agro tem me ferido muito ao longo destes 16 anos, o que me levou a parar para pensar se nele eu continuo, ou se me retiro. Se assim o fizer será como estar dizendo adeus para a mulher amada. São 16 anos de muita dedicação e comprometimento, não trabalhando apenas visando lucros, mas contribuindo com os poderes públicos e a iniciativa privada para fomentar o desenvolvimento. E olha que temos muitas conquistas. Neste tempo, não estando na empresa, estarei atendendo pelo telemóvel (63) 98517-3898.

Que Deus me ajude a tomar a melhor decisão.