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*Da Redação

Peixe BR fez gestões junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), solicitando a liberação das exportações do pescado de cultivo para a União Europeia, que estavam suspensas desde o dia 26 de dezembro de 2017, afetando 100% das exportações dos associados para aquela comunidade.

A pele da tilápia é aproveitada na alimentação em forma de tira-gosto; na indústria química e na indústria de moda (Foto: Divulgação)
A pele da tilápia é aproveitada na alimentação em forma de tira-gosto; na indústria química e na indústria de moda (Foto: Divulgação)

A suspensão aconteceu em função de problemas encontrados nos barcos pesqueiros, e por precaução, o MAPA suspendeu também todos os produtos da pesca e aquicultura. Durante este período a Peixe BR fez diversas ações junto ao MAPA para confirmar que a Piscicultura não apresenta nenhum problema sanitário e que, por conta disso, não pode ser penalizada pela suspensão dos embarques.

Devido à negativa do MAPA, sobre o pedido de liberação da exportação do pescado de cultivo para a Euripa, alegando que peixe de cultivo e da pesca é o mesmo pescado, a Peixe BR fez na última reunião da entidade com o secretário-executivo do MAPA, Eumar Novacki, a solicitação da liberação da exportação da pele tilápia, tendo como base a argumentação que a pele exportada pelo associado da Peixe BR não é destinada ao consumo humano.

Com base nesse argumento, o secretário concordou e iniciou tratativas para a liberação das exportações deste subproduto, usado na indústria de moda e de química na União Europeia e em todo o mundo, levando a pauta para discussão na Secretária Executiva, no dia 11/05 onde a solicitação da PEIXE BR foi atendida.

No dia 15 de maio último foi emitida a documentação que será encaminhada as superintendências responsáveis pelo tema, para que as mesmas tenham o poder de emitir os certificados sanitários de exportação de pele de tilápia.

Espera-se que, com essa ação, os tilapicultores, em 150 dias, voltem a exportar o produto para os europedus.

– Ao final deste processo o setor demonstra para o MAPA o quanto está organizado e atuante em prol do desenvolvimento da cadeia – observou a PEIXE BR.

*Fonte: PEIXE BR, com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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