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Da Embrapa*

Entre os anos de 2003 e 2017, os pesquisadores da Embrapa produziram 16.493 artigos científicos, colocando a Empresa entre as dez primeiras instituições brasileiras com o maior nível de produtividade acadêmica no país e a primeira entre as instituições de pesquisa não acadêmicas. Os dados são do Balanço Social 2018, estudo anual realizado pela Empresa que aponta o seu retorno social para a sociedade e que será divulgado no próximo dia 24 de abril, durante a solenidade do seu 46º aniversário, em Brasília-DF. O Balanço também vai revelar que o lucro social apurado no ano passado foi de R$ 43,52 bilhões, gerado a partir do impacto econômico no setor agropecuário; e para cada real aplicado pelo Governo na Embrapa gerou R$ 12,16 para a sociedade brasileira.

Os dados são do Balanço Social 2018 (Foto: Divulgação)
Os dados são do Balanço Social 2018 (Foto: Divulgação)

O ranking de produção científica foi realizado a partir de uma busca na base de dados Web of Science (WoS) de todos os tipos de documentos cujos autores declararam afiliações no Brasil e que foram publicados nesse período. Desta maneira, foram reunidos quase 500 mil artigos e, entre os resultados, identificou-se que a Embrapa ocupa o 8º lugar entre todas as instituições que mais publicaram nesses últimos 15 anos. As sete primeiras instituições são universidades públicas, como Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), entre outras.

No entanto, quando consideradas organizações não universitárias, a Empresa ocupa o primeiro lugar, ficando à frente de outras instituições como, por exemplo, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e até mesmo importantes universidades.

 Veja a tabela abaixo

Instituições brasileiras mais produtivas entre 2003 e 2017 por número de artigos

Organização

Total

Universidade de São Paulo (USP)

108.905

Universidade Estadual Paulista (Unesp)

40.904

Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

37.281

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

34.058

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

29.289

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

25.797

Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

20.212

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

16.493

Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)

16.258

Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

15.231

Fonte: WoS (2018).

Áreas do conhecimento do Brasil na WoS

Embora essas instituições sejam as mais representativas, foi também possível realizar o levantamento das áreas do conhecimento que concentram o maior número de artigos, com base nos 493.347 registros do Brasil na WoS. Conforme a Figura abaixo, essas áreas são: Ciências da Saúde (30%), Ciências Exatas e da Terra (22%), Ciências Biológicas (18,6%), Ciências Agrárias (11,5%) e Engenharias (10,4%). As Ciências Humanas, Multidisciplinar, Ciências Sociais Aplicadas e Linguística, Letras e Artes respondem juntas por 7,2% dos artigos. Por isso, compreende-se a reclamação de pesquisadores e cientistas dessas áreas de que sua produção científica fica sub-representada quando avaliada por meio de uma base de dados internacional como a Web of Science.

Quantidade (%) de artigos publicados entre 2003 e 2017 nas diferentes áreas do conhecimento da produção científica brasileira

Fonte: WoS (2018).

Acesso gratuito às publicações

A quantidade de acessos às publicações da Embrapa por meio de seus três repositórios (Ainfo, Infoteca e Alice) também é um indicador que confirma a efetividade do trabalho técnico-científico da Empresa. Somente em 2018, foram feitos 25,8 milhões de downloads de suas publicações, documentos, circulares técnicas, comunicados técnicos, coleções, manuais, boletins, livros técnicos, sistemas de produção e outros instrumentos para massificar as orientações tecnológicas da Empresa que ficam disponíveis gratuitamente nesses repositórios.

– É um indicador de que as publicações produzidas pelos centros de pesquisa da Empresa estão sendo usadas, especialmente pelos técnicos da assistência técnica e extensão rural, tanto do setor público como do privado – explica o pesquisador Flávio Ávila, um dos coordenadores do estudo Balanço Social 2018.

*Com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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