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*Da Ascom/Mapa

Soja e milho seguem atraindo a preferência do produtor (Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)
Soja e milho seguem atraindo a preferência do produtor (Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)

A produção de grãos da safra 2017-2018 poderá atingir 227,9 milhões de toneladas, recuando 4,1% em relação à safra passada – 237,7 milhões de toneladas -, mas a área total de cultivo registra crescimento de mais de 1%, ultrapassando 61 milhões de hectares. O estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira, 11, é o 4º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018.

 Neri Geller, secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), se diz otimista.

– O clima é muito favorável, as expectativas estão melhores. Esse é o 4º levantamento, e a cada pesquisa, registra-se crescimento. Estamos na expectativa dessa tendência prosseguir nos próximos levantamentos. E aí estão os resultados, a queda na inflação, muito em função da produtividade que acontece no campo – feijão, arroz, a cesta básica caindo de preço em função da expectativa da próxima safra.

Com o plantio das principais culturas já encerrado, soja e milho seguem atraindo a preferência do produtor, respondendo por quase 90% dos grãos produzidos no País. Para a soja, com queda de 3,2%, estão previstas 110,4 milhões de toneladas contra 114,1 milhões toneladas do período anterior.

Na safra de milho total, com a expectativa de redução de 5,6%, há diminuição de 97,8 milhões de toneladas em comparação com as 92,3 milhões de toneladas atuais. A primeira safra, com números menores nesta fase, poderá ser de 25,2 milhões de toneladas, enquanto a segunda poderá alcançar 67,2 milhões de toneladas, registro próximo da produção passada de 67,4 milhões de toneladas.

Neri Geller esclareceu que os estoques de milho estão elevados.

– No 2º semestre do ano passado, o Governo teve que fazer a subvenção da garantia de preço mínimo com R$ 800 milhões porque a colheita foi muito assentada na segunda safra. A produção seguirá alavancando a economia do Brasil, ajudando a controlar, e muito, a inflação.

Ainda de acordo com o estudo, o algodão apresentou melhor cenário com aumento de 11,4% na produção da pluma, totalizando 1,7 milhão de toneladas e elevação de 11,9% da área. Esse aumento, somado ao da soja, favoreceu a ampliação do total de área plantada. O algodão marca números acima de 1 milhão de hectares, enquanto a soja, com maior liquidez e melhor rentabilidade em relação a outras culturas, tende a uma elevação média de 3,2%, podendo alcançar 35 milhões de hectares.

Na produtividade, considerando-se que ainda há culturas em fase de plantio, os números têm como base a sobreposição dos rendimentos apurados nas pesquisas de campo com o acompanhamento agrometeorológico-espectral realizado pela Conab. A soja indica produtividade menor: 3.156 kg por hectare contra 3.364 por hectare da safra anterior.

A pesquisa foi feita nos principais centros produtores de grãos do país, no período de 17 a 23 de dezembro. Leia mais em Observatório Agrícola – Grãos Acompanhamento da Safra Brasileira.

*Com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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