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Informações que chegaram à nossa redação, nesta manhã de quarta-feira, 8, dão conta que a invasão e depredação de uma das fazendas do Grupo Igarashi, no município de Correntina, no oeste da Bahia, foram feitas, realmente, por pequenos agricultores ribeirinhos ao Rio Arrojado, não pelo MST, conforme muitos veículos de comunicação vem noticiando. Ainda conforme esta fonte, que ouviu essa versão de outras fontes com contato frequentes com esses agricultores familiares, o pivô do conflito estaria na relação entre os órgãos ambientais da Bahia e os grandes irrigantes.

O que estaria acontecendo, ainda segundo essa fonte, é mais ou menos assim: há muitos anos, aqueles ribeirinhos usam as águas do referido rio, diretamente no seu leito, ou por pequenos canais de desvio do curso do manancial, para uso diversos, como irrigação de pequenas lavouras e criações de animais para subsistência, ao uso pessoal. Com a escassez de chuva na região no ano passado e neste ano, a vasão d´água teria sofrido drástica redução, culminando no pior, a partir do momento em que a fazenda do Grupo Igarashi teria posto em funcionamento 20 dos seus 32 pivôs. A água já não descia mais pelos canais abertos de forma rudimentar pelos ribeirinhos.

Esses pequenos agricultores alegam, ainda segundo a minha fonte, que sempre alertaram o problema para os órgãos ambientais da Bahia que nunca lhes deram ouvido, “mas atenderam às necessidades do Grupo Igarashi” – dizem.

Bom. É isto o que, segundo a minha fonte, “rola” entre os moradores das margens do Rio Arrojado. Se é verdade, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e o Instituto do Meio Ambiente, é o grande responsável por este desastre ecológico e pela fúria desses ribeirinhos. Ou seja, teriam beneficiado os grandes em detrimento dos pequenos. A iniciativa privada – no caso o Grupo Igarashi -, por sua vez, teria errado por não levar em conta os problemas já mostrados por quem está na região há mais tempo.

Teriam errado os ribeirinhos por agirem daquela forma – por livre e espontânea iniciativa, ou manipulados por forças de movimentos radicais.

Vista aérea parcial do conjunto de pivôs da Fazenda Igarashi (Foto: correio da Bahia)
Vista aérea parcial do conjunto de pivôs da Fazenda Igarashi (Foto: correio da Bahia)

Se é esta a verdade, cabe, urgente, que Governo do Bahia, irrigantes da região e pequenos agricultores sentem-se à mesa, discutam os problema, revejam erros e planejam acertos. Que a Ciência esteja presente para que o conjunto mostre a verdade sobre a irrigação no oeste da Bahia.

O direito de exploração dos recursos naturais para a produção de alimentos e uso pessoal é de todos – pequenos e grandes, sem privilégios e de forma sustentável.

Fato é que a irrigação, seja ela iniciativa pequena ou grande, é imprescindível para a segurança alimentar do Brasil e do mundo. (Antônio Oliveira)

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