ROBERTO SAHIUM: A roça brasileira. De Jeca Tatu a produtor mecatrônico.

ROBERTO SAHIUM: A roça brasileira. De Jeca Tatu a produtor mecatrônico.

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*Por Roberto Sahium

Roberto_Jorge_Saihum_Agricultura.180x237A estrovenga da verdade não falha, veracidade verdadeira germinou e veio à tona. Quero dizer que no cenário econômico do Brasil a agricultura e a pecuária brasileira desde sempre segurou e segura às contas mal calculadas pelas políticas magras.

Brasil entupido de invencionice parcimoniosa, planos econômicos mirabolantes, políticas agrícolas concebidas nas baias da hibridação com genética dos enjambramentos acasalados com gambiarras, confusas de ter fé e de quando em vez cultiva alguns, que de tão transgênicos, parecem a mula-sem-cabeça, de tão hilariante, intoxica com risos os céticos.

Foi tanto susto que os indigentes bovinos levaram que não tiveram coragem de olhar pro chão, sentiam náuseas. ( Divulgação)
Foi tanto susto que os indigentes bovinos levaram que não tiveram coragem de olhar pro chão, sentiam náuseas. ( Divulgação)

Para clarificar esse dito, algumas são bem conhecidas. Viaje: Ainda no Brasil Colônia, cunharam o quinto dos infernos, de tudo que os roceiros produziam como mandioca, abóbora, milho, galinhas, etc.. 20% era tributo, descontado na pedra ou feira (bons tempos).  Acolá também distante, no tempo de Dom João VI, temos o caso histórico da galinha que vira vilã da inflação, a pobre e inocente sumiu dos puleiros, procurada a luz de lamparina.

Do Governo Militar vem o caso do aquoso chuchu – o sem-graça. De uma pedalada só, se transforma no mais feroz vilão da inflação da época. Ali, período do governo Sarney de vera, achega o causo dos bois voadores, seqüestrados nas pastagens com uso de helicópteros. Foi tanto susto que os indigentes bovinos levaram que não tiveram coragem de olhar pro chão, sentiam náuseas.

Atinente aos casos sorumbáticos, vem à mente de muitos, ainda viventes, a era Getúlio Vargas: o infortúnio incentivo para formação de cafezais pelo país afora. Em seguida, o desincentivo: primeiro a ordenação para a queima de montanhas de café no Porto de Santos, em seguida a determinação por Decreto à destruição da maioria das roças de café Brasil. E o desplante cometido no Governo  Figueiredo: “Plante que o João Garante”, episódio que desbeiçou de riba pra baixo uma erosão nas algibeiras dos agricultores brasileiros, colocando-os todos numa voçoroca só, ferrados e devedores do Banco do Brasil, isso mesmo, o mesmo Banco que patrocina até jogo de porrinha na praia.

Quanto aos comandos seqüentes, o grande ato heróico fora no governo collorido (no minúsculo), aquele que de uma foiçada só, roçou na raiz uma das mais importantes corporações publica do segmento rural, a EMBRATER – Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão, e ainda deixou acidez suficiente para o governo de FHC neutralizar a política agrícola brasileira e, de tabela, musculatura de muxiba para jogar uma pá-de-cal sobre os produtores rurais brasileiros.

Mas ajuda dizer que essa birra contra os roceiros produtores de comidas, fibras e agora a biomassa deste “Brasilzão”, vem de longe esta intiriça, iniciou quando nossas terras fora Ilha de Santa Cruz chegando ao presente andamento.

No principio, na ala escrava, a feitoria dos feudais da cana-de-açúcar e do café, encontra mão-de-obra de graça, que findou de araque e daí foram empurrados para a fieira dos colonos, catapultados pelos grandes aristocratas fazendeiros, donde essa classe passa um bom tempo até submergir lavrador, meeiro, agregado, posseiro, parceleiro e depois batizado pelo povo do comercio (cidade) de Jeca Tatu.

No final do século 20 estes jecas que continuavam a abastecer as tuias da cidade passam a ser alcunhados de caloteiros, predicado qualificativo não condizente às circunstâncias da política agrícola brasileira, mal plantada e cultivada por burocratas de plantão assentados no Planalto Central do Brasil.

O soterramento desta voçoroca viera no final da década de 90 pelo “AGROBrasil S/A”, que se reinventou, buscou os mecanismo de sobrevivência, aplicou tecnologias de ponta brasileira e cooptou mercados internacionais.

Mas a prova esta aí, o “AGROBrasil S/A”,  a maior empresa de sociedade anônima do mundo, com esquadrão de produtores mecatrônicos, que presentemente planta e colhe a maior roça do planeta. E com um detalhe: plantação,  custeada quase totalmente com recurso conseguidos às vezes com venda antecipada para os mercados futuros via tradings, chegando este valor em mais de 70% do custeio.

São tantos alimentos produzidos que, além de proporcionar a segurança alimentar para mais de 200 milhões de brasileiros, torna nossa balança comercial positiva, permitindo  tratar a pão-de-ló muitos barnabés do dito agronegócio e servir de aparadouro para as línguas de algumas criaturas céticas por burrice ou por maldade relativo a figura do produtor rural.

Preconizamos a esses descrentes se informar melhor a cerca do PIB brasileiro, do número de renda e empregos promovido pelo “AGROBrasil S/A”, e ainda procurar saber quais são as cidades brasileiras com os maiores PIB e IDH Brasil adentro. E por quê?

E por ai afora…..o governo ajuda muito não atrapalhando.

*Roberto Sahium é Engenheiro Agrônomo, ex-secretário de Agricultura do Tocantins e atual secretário de Agricultura do município de Palmas

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