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A disseminação da doença pode ocorrer pelo vento e pela água, principalmente pelos respingos de chuva (Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)
A disseminação da doença pode ocorrer pelo vento e pela água, principalmente pelos respingos de chuva (Foto: Antônio Oliveira/Cerrado Rural Agronegócios)

*Assessoria/Basf

A extensa área cultivada com milho e a amplitude de épocas de semeadura, proporcionadas pela primeira e segunda safras, tem aumentado a pressão de ataque de pragas e doenças, além da preocupação de técnicos e agricultores envolvidos na produção do cultivo. Neste contexto, um dos principais limitadores para o desenvolvimento da cultura é a mancha-branca, doença causada pelo fungo Phaeosphaeria maydis.

– A mancha-branca é uma doença foliar muito comum no milho de segunda safra, período que o clima é mais úmido e propício para o desenvolvimento da doença, tornando as plantas mais sensíveis ao ataque do patógeno. Caso o manejo não seja feito corretamente, as perdas de produtividade podem chegar a 30%, ou seja, até 45 sacas de milho em cada 150 – comenta Hércules Campos, professor de Fitopatologia da Universidade de Rio Verde/GO.

A disseminação da doença pode ocorrer pelo vento e pela água, principalmente pelos respingos de chuva. Em geral, os sintomas aparecem inicialmente nas folhas inferiores, progredindo rapidamente para as superiores, com pequenas áreas de coloração verde clara ou esbranquiçada, aspecto seco e formato arredondado.

Por isso, pensando na necessidade do produtor, a BASF preparou algumas dicas que podem ajudar na prevenção e controle da mancha branca nas lavouras de milho:

  1. Utilizar cultivares menos suscetíveis. Existe diferença genética na suscetibilidade a doenças. Híbridos mais suscetíveis apresentam maior resposta a aplicação de fungicidas.

  1. Realizar o plantio em época adequada, de modo a evitar que os períodos críticos para a cultura coincidam com condições ambientais mais favoráveis ao desenvolvimento da doença.

  1. Utilizar sementes de boa qualidade e tratadas adequadamente com fungicidas. O tratamento de sementes com fungicidas na cultura do milho é fundamental para o estabelecimento da população de plantas sadias. Sementes não tratadas podem apresentar uma redução no estande de 3 a 27% em relação a sementes tratadas. O patógeno, que pode estar presente no solo, em restos culturais ou transmitido por semente, é capaz de comprometer severamente a emergência das plântulas e o potencial de produtividade da lavoura.

  1. Fazer rotação com culturas não suscetíveis. Muitos patógenos sobrevivem nos resíduos da cultura do milho. Dessa forma, a palhada remanescente de cultivos anteriores pode favorecer a ocorrência.

  1. Fazer o manejo adequado da lavoura. A aplicação preventiva de fungicidas sempre vai apresentar um melhor resultados e contribuir para manter a planta verde por mais tempo, reduzindo a população de patógenos na área. Para evitar problemas associados a aplicações desnecessárias, os produtores devem estar sempre observando a severidade da doença e determinar o momento certo para fazer o controle. É importante também que o produtor considere a rotação de moléculas para prevenir o desenvolvimento de resistência dos patógenos.

– A BASF possui um portfólio completo para o manejo de pragas e doenças no milho. Destaque para os fungicidas Abacus®HC e Ativum® com diferentes modos de ação, a solução é ideal para o manejo de resistência, contribuindo para o aumento da produtividade, qualidade e rentabilidade dos grãos –  comentaStael Prata, gerente de Marketing para a Cultura do Milho da BASF.

*Com edição de Cerrado Rural Agronegócios

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