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Se chuvas persistirem, soja perde no pé (Foto: Divulgação)
Se chuvas persistirem, soja perde no pé (Foto: Divulgação)

*Por Antônio Oliveira

O excesso de chuva que cai sobre o Tocantins está atrasando a colheita de soja em algumas regiões do estado e já preocupa os produtores de grãos, caso este tempo persista por mais dias. É o caso das regiões de Caseara e Marianópolis, a oeste. Conforme o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Tocantins (Aprosoja-TO), Maurício Buffon, algumas lavouras já registram perdas do grão, prejuízo que pode se intensificar se as chuvas persistirem. Ainda nesta região, outro problema registrado é com relação a logística, pois com o rompimento de uma ponte na TO-080, que liga parte da região oeste a região central do Estado, o tráfego é feito com desvios, encarecendo ainda mais o frete e os caminhões “sumiram” da região, disse Buffon.

– É uma pena, pois os produtores vinham colhendo boas produtividade. As perdas ainda são pequenas, mas se as chuvas persistirem por mais dois a três dias, os prejuízos tendem a crescer – pontuou.

Já na região de Pedro Afonso, na região centro-norte do Estado, uma das maiores produtoras de grãos do Estado, o panorama é mais tranquilo, conforme explica o presidente da Cooperativa Agroindustrial do Tocantins (Coapa), Ricardo Khouri. Segundo ele, na semana passada, oportuno aos dias ensolarados, os produtores da região aceleraram a colheita, o que evitou, até nesta segunda-feira, o registro de alguma perda. Na região, ainda conforme Khouri, 55% da safra já foram colhidas.

Com relação a perda de produtividade por excesso de chuvas em algumas regiões, o líder cooperativista disse acreditar que isto ainda não impacta o mercado tocantinense da soja.

– O único fator que que está impactando, não só aqui, mas em todo o Brasil, é a seca na Argentina, que já está refletindo na Bolsa de Chicago.

Panorama nacional

No restante do Brasil, conforme a consultoria Safras & Mercado, a colheita de soja já chegou a 45,7% da área estimada. São dados colhidos até 9 de março. Na semana passada o percentual de colheita era de 30,8%. Ainda conforme os analistas, os trabalhos estão atrasados em relação a igual período do ano  passado, que foi de 55,9%, e também em relação à média histórica dos últimos 5 anos (49,6%).

O oeste da Bahia já colheu 20% de sua área, 12% a mais o colhido neste mesmo período do ano passado e dos 10% da média histórica.

Mato Grosso foi o estado que mais colheu até agora: 83% da área estimada. No ano passado o estado havia registrado um volume de 88%. Se comparado a média histórica (78%), os matogrossenses estão adiantados.

Já Goiás e São Paulo são os mais atrasados com 55% e 41% das áreas colhidas respectivamente. No ano passado os números destes estados estavam bem mais altos, com 85% e 75%, na mesma ordem.

*Mais informações de Safras & Mercado

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