Da Redação*

Ainda com atuação tímida no estado do Tocantins, por meio, principalmente, de órgãos públicos, os engenheiros de pesca no Estado, vislumbrando o crescimento do setor de aquicultura e a necessidade da organização e fortalecimento da classe, criaram, nesta sexta-feira, 14, a sua associação. A AEP-TO (Associação dos Engenheiros de Pesca do Tocantins), nasce justamente no dia em que se comemora o dia deste profissional,  fundamental para a pesca e aquicultura.

Conforme seus fundadores, a associação tem por finalidade organizar todo o setor de assistência técnica e extensão rural, voltada para o setor da pesca e aquicultura.

“A ideia é buscar o fortalecimento enquanto organização social e promoção de toda a cadeia (Foto: Ascom/Ruraltins)
“A ideia é buscar o fortalecimento enquanto organização social e promoção de toda a cadeia (Foto: Ascom/Ruraltins)

De acordo com o extensionista rural, e eleito como secretário geral da AEP-TO, Andrey Chama Costa, todo o processo para criação da associação, contou com apoio da Federação Nacional dos Engenheiros de Pesca, na pessoa do senhor Elizeu Augusto, presidente, e que a associação vem de encontro aos anseios dos profissionais da área e também dos piscicultores.

– A ideia é buscar o fortalecimento enquanto organização social e promoção de toda a cadeia, que envolve não somente os profissionais, como os criadores e pescadores artesanais. Nós do Ruraltins e demais instituições que representam o setor da piscicultura no Estado, somos fundamentais para o crescimento da produção. Estaremos contribuindo para melhoria da qualidade das atividades que envolvem toda a cadeia produtiva da piscicultura e da pesca artesanal –  comentou Andrey.

Ele  reforça que,  a partir de agora, com a classe unida formalmente em associação, todas as políticas públicas voltadas para o setor podem ser desenvolvidas de forma mais a contento, chegando a quem precisa com mais facilidade, pois a luta será constante em benefício de todos os profissionais, como também dos piscicultores tocantinenses e que,  dos 16 engenheiros de pesca existentes no Tocantins, 08 são servidores de carreira do Ruraltins.

Ainda de acordo com Andrey, essa estruturação do setor será de extrema importância para novas demandas da piscicultura que ocorrerão no Estado com as recentes alterações na legislação. O fortalecimento dos profissionais ordenará as demandas de trabalho, ofertando seriedade, comprometimento e profissionalismo para o setor, provendo assim, segurança para os produtores que necessitarem dos serviços relacionados a piscicultura.

“Mais para a aquicultura do que para a pesca”

À Cerrado Rural Agronegócios, Andrey informa que o título “Engenheiro de Pesca”, foi no tempo em que esta era bem mais forte que a aquicultura.

– Com o enfraquecimento da Pesca, a profissão e as academias foram fazendo uma transição, inserindo a aquicultura na Engenharia de Pesca. Os primeiros cursos desta profissão, eram de um só período, mas quando incorporou a aquicultura, passou para período integral – disse.

– A Engenharia de Pesca só não mudou de nome, mas atualmente, 90% do nosso trabalho é voltado para a aquicultura – completou.

Composição da AEP-TO

Presidente: Onivaldo da Rocha Mendes Filho

Vive-Presidente: Adriano Prysthon da Silva

Secretário Geral: Andrey Chama Costa

Tesoureiro: Luiz Eduardo Lima de Freitas

Conselho Fiscal Titulares: Adriana Ferreira Lima; Pedro Ysmael Cornejo Mujica e Fernando Taniguchi

Concelho Fiscal Suplentes: Geison Farias; Ana Virginia Nunes Carneiro e Valéria Maria de Melo

*Com informações da Ascom/Ruraltins